581. 581. Em Betânia, na casa de Lázaro.


18 de março de 1947.

581.1Devem ter parado a meio caminho, entre Jericó e Betânia, porque agora é que estão chegando às primeiras casas de Betânia, quando a última orvalhada já está se evaporando sobre as folhas e as hastes dos prados, e o sol já vai subindo pela abóbada celeste.

Os agricultores da região põem no chão as suas ferramentas para irem correndo para perto de Jesus, que vai passando e abençoando os homens e as plantas, pois os agricultores lhe pedem com insistência. Algumas mulheres e meninos chegam correndo, trazendo-lhe as primeiras amêndoas ainda envolvidas na leve lanugem verde prateada do folhelho, e as últimas flores das árvores frutíferas que florescem mais tardiamente. Observo, porém, que aqui na região de Jerusalém, talvez pela altitude ou talvez por causa dos ventos que sopram dos cumes mais altos da Judéia, ou não sei por qual outra razão, talvez também pela diversidade das árvores, muitas são as árvores frutíferas que ainda estão com suas flores brando-rosadas suspensas como nuvens leves sobre o verde dos prados. Palpitam por baixo das altas copas as folhas tenras das videiras, parecendo grandes borboletas de uma bela cor esmeralda, e que estão ligadas por um fio aos grosseiros sarmentos.

581.2Enquanto Jesus fica parado ao lado da fonte que está onde o campo se transforma em uma pequena cidade, recebe as homenagens de quase toda Betânia. Vem chegando Lázaro com suas irmãs e se prostram diante do seu Senhor. Ainda que haja pouco mais de dois dias que Maria deixou o seu Mestre, parece que há séculos não o vê, pois ela não se cansa de beijar-lhe os pés empoeirados nas sandálias.

– Vem, Senhor meu. A casa te espera para ter a alegria da tua presença –diz Lázaro, indo pôr-se ao lado de Jesus, enquanto vão andando lentamente, tanto quanto lhe permitem as pessoas que se aglomeram ao redor deles e os meninos que se agarram às vestes de Jesus ou vão na frente dele, sempre virando-se e de cabeça alta, de modo que tropeçam e fazem tropeçar, e tanto que Jesus, por primeiro, e Lázaro depois, e os apóstolos, vão pegando os pequeninos nos braços, a fim de poderem andar mais desembaraçados.

No lugar em que uma estradinha vai para a casa de Simão Zelotes, estão Maria com a cunhada, Salomé e Susana. Jesus para a fim de saudar sua Mãe e depois continua até a grande cancela escancarada, onde estão Maximino, Sara, Marcela e, atrás deles, todos os outros servos da casa, começando por aqueles da casa para terminar nos servos camponeses. Todos em ordem, todos alegres, irrequietos em sua alegria que prorrompe em um hosana e em um agitar de capuzes e de véus, em um jogar de flores e folhas de mirto e de loureiro, de rosas e jasmins, que se destacam ao sol com suas vistosas corolas, ou se espelham como umas alvas estrelas por sobre a cor escura do terreno. Um aroma de flores despetaladas levanta-se do chão que o sol já vai esquentando. E Jesus passa por sobre aquele tapete que exala fragrâncias.

Maria de Magdala, que o acompanha, olhando para o chão, se inclina e vai passo a passo, parecendo uma respigadeira que vai atrás daquele que vai levando o feixe de espigas, a recolher ramos e corolas, e até pétalas caídas que foram pisados pelos pés de Jesus.

Maximino, para poder fechar a cancela e tranquilizar os hóspedes, manda que sejam dados aos meninos alguns dos doces já prontos. É um modo prático de fazer que os meninos deixem em paz o Senhor, e de se poder mandá-los embora, sem que eles aprontem uma choradeira. Os servos executam suas ordens, levando para fora e pondo à beira da estrada cestos cheios de pequenas fogaças, sobre as quais está posta uma amêndoa branco-amarelada.

581.3E enquanto os meninos se ajuntam lá, outros servos empurram os adultos, entre os quais ainda está Zaqueu e os quatro do episódio de Jericó, ou seja: Joel, Judas, Eliel e Elcana, com outros que eu não sei quem sejam, porque, para se protegerem da poeira que um vento um tanto forte levanta na terra, e do sol que já está bem quente, todos estão com os seus véus.

Mas Jesus, que já está bem adiante, se vira e diz:

– Esperai aí. Preciso ir dizer uma coisa a alguém.

E se dirige aos irmãos de Joana e os leva para um lado, dizendo:

– Eu vos peço que vades a Joana e lhe digais que ela venha a Mim com todas as mulheres que estiverem com ela e com Anália, discípula de Ofel. Que ela venha amanhã. Porque ao pôr do sol de amanhã começa o sábado e Eu quero passá-lo com os amigos de Betânia. Ide em paz.

– Nós lhe diremos, Senhor. E Joana virá.

Jesus se despede deles, e diz a Joel:

– Dirás a José e a Nicodemos que Eu vim, e que no dia depois do sábado Eu entrarei na cidade.

– Oh! Cuidado, Senhor! –diz, preocupado, o escriba, que é bom.

– Vai e sê forte. Não deves temer a quem pratica a justiça e crê na minha verdade. Mas deves alegrar-te, porque chegou o tempo de realizar-se a antiga Promessa.

– Ah! Eu fugirei de Jerusalém, Senhor. Eu sou um homem de fraca compleição, como estás vendo e como sabes, e por isso zombam de mim. Eu não poderia ver os… as…

– Vai em paz. O teu anjo te guiará.

– A Ti… Eu te verei ainda, Senhor?

– Com certeza tu me verás ainda, mas enquanto isso pensa que o teu amor me deu uma grande alegria nas horas de dor.

Joel está segurando a mão que Jesus lhe havia posto no ombro e a aperta sobre os lábios. E através do véu fino do capuz, os beijos e as lágrimas descem sobre a mão de Jesus. Depois Ele se afasta, e Jesus vai a Zaqueu:

– Onde estão os teus?

– Eles ficaram lá na fonte, Senhor. Eu lhes disse que ficassem lá.

– Reúne-os e vai com eles a Betfagé, onde estão os meus discípulos mais antigos e fiéis. Dize a Isaque, seu responsável, que se espalhem pela cidade para avisar todos os grupos dos discípulos que na manhã depois do sábado, lá pela hora de terça, passando por Betfagé, entrarei em Jerusalém e subirei solenemente para o Templo. Dirás a Isaque que o aviso é só para os discípulos. Ele compreenderá o que é que Eu quero dizer.

– Eu também o compreendo, Senhor. Tu queres fazer uma surpresa aos judeus para que eles não possam criar obstáculos à tua entrada.

– É isso. Vai fazer o que foi mandado. E lembra-te bem de que este é um encargo de confiança que Eu te estou dando. Eu estou me servindo de ti e não de Lázaro.

– E isso mostra quanto a tua bondade para comigo é sem medida. Eu te agradeço, Senhor.

Ele beija a mão do Mestre e se vai.

581.4Jesus parece querer voltar para os seus hospedeiros. Mas da cancela, por onde os últimos estão saindo, mandados para fora pelos servos, um jovem se sobressai e vai correndo jogar-se aos pés de Jesus, gritando:

– Uma bênção, Mestre. Não me reconheces? –diz ele, levantando o rosto, que não está coberto por nenhum véu.

– Sim. Tu és José, chamado Barnabás, o discípulo de Gamaliel, que veio ao meu encontro perto de Gíscala1.

– E que estou indo atrás de Ti há muitos dias. Eu estava em Silo, vindo de Gíscala, aonde eu tinha ido com o rabi naqueles tempos em que estavas ausente, e lá eu tinha ficado estudando os rolos até à lua de Nisã. Eu estava em Silo, quando Tu falaste, e eu vim atrás de Ti até Lebona e fiquei te esperando em Jericó, porque eu tinha ficado sabendo que Tu…

E ele para de repente, como quem se lembra de que está dizendo o que não devia ser dito.

Jesus tem um sorriso manso, e diz:

– A verdade brota impetuosa dos lábios que dizem a verdade e muitas vezes passa por cima dos diques que a prudência coloca diante das bocas. Mas Eu vou completar o teu pensamento… “Porque tinhas ficado sabendo por Judas de Keriot, que ficou em Siquém, que Eu ia para Jericó a fim de reunir-me com os discípulos e dar-lhes as minhas ordens.” E tu foste até lá para esperar-me sem te preocupares por seres visto, nem por perderes o tempo, nem por deixares de estar ao lado do teu mestre Gamaliel.

– Ele não me censurará, quando souber que eu me atrasei para ir atrás de Ti. Eu lhe levarei como presente as tuas palavras…

– Oh! O Rabi Gamaliel não tem necessidade de palavras… É o Rabi sábio de Israel!

– Sim. Nenhum outro rabi pode ensinar-lhe nada do que é antigo. Nada. Porque tudo ele sabe do antigo. Mas Tu, sim. Porque tens palavras novas, frescas, como tudo o que é novo. É como uma seiva de primavera a tua palavra. É o rabi Gamaliel quem diz isso, acrescentando que as sabedorias já cobertas pelas poeiras dos séculos, e por isso ressecadas e opacas, voltam vivas e luminosas quando a tua palavra as explica. Oh! Eu lhe levarei as tuas palavras.

– E a minha saudação. Dize-lhe que abra o seu coração e sua inteligência, a sua vista, os seus ouvidos, e que a pergunta dele, feita há duas décadas, vai ter resposta. Vai. Deus esteja contigo.

O jovem se inclina outra vez para beijar os pés do Mestre e vai-se embora.

581.5Os servos já podem agora fechar definitivamente a cancela, e Jesus pode reunir-se com os seus amigos.

– Eu tomei a liberdade de convidar para virem aqui, amanhã, as discípulas –diz Jesus, colocando-se ao lado de Lázaro sobre cujas costas Ele pousa o seu braço.

– Fizeste bem, Senhor. A minha casa é tua, Tu sabes disso. Tua Mãe preferiu hospedar-se na casa de Simão. E Eu respeitei o desejo dela. Mas espero que tu fiques sob o meu telhado.

– Sim. Por enquanto… É tua também a outra casa. É uma das primeiras tuas generosidades para comigo e para com os meus amigos!

– E espero poder usar delas por muito tempo. Por mais que esta palavra possa estar errada, ó Mestre sábio. Eu não uso de generosidade para contigo. Eu é que a recebo de Ti. Eu é que sou o devedor. E se, diante dos tesouros que Tu me deste, eu disponho de um pouquinho dele para Ti, que é que vale a minha pequena doação em comparação com os teus tesouros? “Dai e vos será dado.” Assim tu disseste2. “Uma medida sacudida e calcada será despejada em vosso seio, e vós tereis cem vezes mais do que o que tiverdes dado.” Tu dizes isso. Eu já recebi o cêntuplo do cêntuplo desde o tempo em que ainda nada eu te havia dado. Eu me lembro do nosso primeiro encontro. Tu, o Senhor e Deus, do qual são indignos de se aproximarem os serafins, Tu vieste a mim, sozinho e aflito, a mim que estava aqui fechado em minhas tristezas, vieste ao homem que era Lázaro, evitado por todos, com exceção de José e de Nicodemos e do meu fiel amigo Simão que, lá em sua tumba de vivo, não cessava de me amar… Não quiseste que eu tivesse perturbada a alegria ao ver o desprezo malvado com que o mundo te tratava… Foi aquele o nosso primeiro encontro! Eu poderia dizer-te todas as palavras daquela hora… O que é que eu te havia dado naquela hora, eu que nunca te havia visto, para receber de Ti, logo, cem por cento?

– As tuas orações ao Altíssimo, nosso Pai. Nosso, Lázaro. Meu. Teu. Meu como Verbo e como homem. E teu como homem. Quando rezavas com toda aquela fé, não te entregavas todo a Mim? Portanto, vê que eu te dei o cêntuplo, como é justo, daquilo que me davas.

– A tua bondade é infinita, meu Mestre e Senhor. Tu dás o prêmio com antecipação e com divina generosidade àqueles que teu pensamento conhece que são teus servos, até antes que eles saibam que o são…

– Os meus amigos, não servos. Porque, na verdade, os que fazem a vontade de meu Pai e seguem a Verdade que Ele ensinou são meus amigos e não mais meus servos. E, mais ainda, eles são meus irmãos, pois Eu sou o primeiro a fazer a vontade do Pai. Portanto, quem fizer o que eu faço é meu amigo, pois só um amigo é que faz espontaneamente o que seu amigo faz.

– Que assim seja sempre entre mim e Ti, Senhor. 581.6Quando é que vais à cidade?

– Na manhã depois do sábado.

– Eu também irei.

– Não. Tu não irás comigo. Eu te falarei por que. Tenho outras coisas a pedir-te…

– Às tuas ordens, Mestre. Eu também quero falar-te…

– Falaremos.

– Preferes que o sábado seja celebrado só entre nós ou posso convidar os nossos amigos?

– Eu te pediria que não o fizesses. Eu tenho um vivo desejo de passar aquelas horas na amizade prudente e pacífica de vós somente. Sem ficarmos esforçando-nos no modo de pensar e de falar. Naquela doce liberdade de quem se sente entre amigos muito queridos, ficando entre eles como se estivesse em sua própria casa.

– Como quiseres, Senhor. E até eu… Eu desejava isso. Mas me parecia um egoísmo para com os meus amigos. Todos eles inferiores a Ti na amizade, pois és um amigo incomparável, mas que não deixam de ser amigos. Contudo, se assim Tu queres… Talvez estejas cansado, Senhor. Ou preocupado.

Lázaro faz estas perguntas, mais com seu olhar do que com palavras, ao seu Amigo e Mestre, que não lhe responde a não ser com a luz de seus olhos um pouco tristes, um pouco absortos, e com um sorriso comedido em sua boca.

Ficaram sozinhos à beira do tanque, que está cantarolando por sua bica… Os outros, todos, já entraram em casa, e ouvem-se vozes e o barulho dos pratos…

Maria de Magdala já por duas ou três vezes estendeu sua cabeça loura para fora da porta, que tem uma cortina pesada, que ondula levemente ao vento que já vai ficando mais forte enquanto o céu vai-se cobrindo de nuvens espalhadas, cada vez mais escuras.

581.7Lázaro levanta a cabeça a perscrutar o céu.

– Parece que vamos ter um temporal –diz ele.

E acrescenta:

– Servirá para que brotem as gêmulas tardias, que neste ano estão custando a aparecer… Talvez tenham sido os rigores tardios que fizeram que os brotos atrasassem. Até as minhas amendoeiras sofreram, e muitos frutos se perderam. Dizia-me José que um dos seus pomares, que fica para fora da Porta Judiciária, parece de fato ter ficado estéril este ano. As árvores seguram as gêmulas como se algum sortilégio tivesse sido lançado sobre elas. A tal ponto que não se sabe o que fazer: se deixá-las assim ou vendê-las como lenha. Nada se vê. Nenhuma flor. Como estavam no mês de tebet, estão agora. As bolinhas formadas pelas gêmulas estão duras, fechadas e não se incham mais. É verdade que o vento do norte sopra fortemente naquele lugar, e muito soprou durante o inverno. Também o meu pomar do lado de lá do Cedron ficou prejudicado, não produziu os seus frutos. Mas é tão estranho o fenômeno da horta de José que muitos vão até lá para verem o lugar que não quer despertar com a primavera.

Jesus sorri.

– Estás sorrindo? Por quê?

– Por causa da criancice desses eternos meninos que são os homens. Tudo o que tem aparência estranha os fascina… Mas o teu pomar florescerá. No tempo certo.

– Já passou o tempo certo, Senhor. Quando é que já se viu que árvores e mais árvores de um mesmo lugar, quando chega a lua do Nisã, não dão nem sinais de terem florescido? Quando é que um lugar como aquele teve que ficar esperando até que chegue o momento exato?

– Quando for o momento de dar glória a Deus com o seu florescer.

– Ah! Compreendi. Tu irás lá para abençoar aquele lugar por amor a José e ele florescerá, dando nova glória a Deus e ao seu Messias, com um novo milagre! É isto. Vai lá, Tu. Se Eu vir José, posso dizer-lhe?

– Se achas que precisas dizer-lhe, sim. Eu irei lá.

– Em que dia, Senhor? Eu gostaria de estar lá também.

– És tu também um eterno menino?

Jesus sorri, sacudindo a cabeça com bondade diante da curiosidade do amigo, que exclama:

– Oh! Sinto-me alegre por te ter alegrado, Senhor. Torno a ver o teu rosto iluminado por um sorriso, que há tempo eu já não via! E, então… posso ir?

– Não, Lázaro. Pela Parasceve tu me serás necessário aqui.

– Oh! Mas pela Parasceve somente da Páscoa é que nos ocupamos! Tu… Mestre, por que queres fazer uma coisa que te será reprovada? Entra lá em outro dia…

– Eu serei obrigado a entrar lá dentro justamente pela Parasceve. Mas não serei eu só que estarei a fazer coisas que não são preparação para a Páscoa antiga. Até os mais rigoristas de Israel, como Elquias, Doras, Simão, Sadoque, Ismael, e até Caifás e Anás farão coisas totalmente novas…

– Então, Israel está ficando doido?!

– Tu o disseste.

– Mas Tu… Olha! Está chovendo. Vamos para dentro de casa, Mestre… Eu… estou pensativo… Tu não me explicarás…

– Sim. Antes de deixar-te, Eu te direi… 581.8Eis a tua irmã que teme que a chuva nos faça mal e lá vem correndo, trazendo um pano pesado… Oh! Marta! Sempre previdente e atenta estás. Mas a chuva não é muita.

– A minha irmã querida! Ou melhor, as minhas irmãs. Agora as duas são como duas ternas meninas que não conhecem malícia, tanto Maria como esta. E quando Maria veio de Jericó, anteontem, parecia mesmo uma menina, com as tranças descendo pelo corpo, tendo trocado os seus grampos pelas sandálias de um menino, pois não bastavam os frágeis grampos de ferro para segurar a sua cabeleira. Ela se riu, dizendo-me, ao descer do carro: ‘Irmão meu, eu aprendi o que é ter que vender para comprar e como são difíceis para o pobre até as coisas mais simples, como conservar os cabelos no lugar com grampos de vinte e uma didracmas. Eu me lembrarei disso, para ser ainda mais misericordiosa para com os miseráveis no futuro’. Como a mudaste, Senhor!

Aquela da qual estão falando, enquanto vão pondo o pé dentro de casa, já está ali pronta com ânforas e bacias para servir ao seu Senhor. Ela não cede a ninguém a honra de servi-lo e não fica satisfeita enquanto não tiver dado todos os cuidados aos membros e às vísceras do seu Mestre, e o vir andando com sandálias frescas, indo para o quarto que lhe está destinado, e onde o espera sua Mãe com uma veste fresca de linho, ainda com cheiro de sol.

1 veio ao meu encontro perto de Giscala, em 471.3.
2 disseste, em 171.4 (últimas linhas).


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