104. 104. Ava reconciliada com o marido. Notíciassobre a morte de Alfeu e sobre o resgate de Jonas.


11 de fevereiro de 1945.

104.1 Jesus está na belíssima cidade marítima que no pequeno mapa tem aquele golfo natural, amplo e bem protegido, capaz de receber muitos navios, tornado ainda mais seguro por um forte dique portuário. Deve ser muito usado, até para operações militares, porque vejo trirremes romanas, com soldados a bordo. Estão desembarcando, não sei se para revezamento de tropas ou se para fortalecimento do presídio. O porto, ou seja, a cidade portuária, lembra-me vagamente Nápoles, dominada pelos montes vesuvianos.

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Jesus está sentado dentro de uma pobre casa, perto do porto. Casa de pescadores certamente, talvez amigos de Pedro ou de João, porque vejo que estes estão muito à vontade na casa e com os seus moradores. Não vejo o pastor José. E, naturalmente, não vejo nem Iscariotes, ainda ausente. Jesus fala cordialmente com os membros da família e com outras pessoas que vieram para ouvi-lo. Mas não é uma verdadeira pregação. São simples palavras de conselho e de conforto, como só Ele pode dar.

Torna a entrar André, que parece ter saído para alguma incumbência, porque ele vem trazendo nas mãos alguns pães. Aproxima-se muito corado, pois atrair a atenção sobre si deve ser um verdadeiro suplício, e, mais que dizer, murmura:

– Mestre, poderias vir comigo? Há… Há um pouco de bem a fazer. Só Tu podes fazê-lo.

Jesus se levanta, sem nem mesmo perguntar de que bem é que se trata.

104.2 Mas Pedro pergunta:

– Aonde o levas? Ele está muito cansado. Eagora é hora da ceia. Também o podem esperar amanhã.

– Não… é para se fazer logo.

– Mas fala, gazela assustada! Olhai se um homem grande e corpulento deve ficar assim!! Parece-me um peixinho emaranhado na rede!

André torna-se ainda mais corado. Jesus, atraindo-o para si, o defende:

– A Mim, agrada assim. Deixa-o fazer. Teu irmão é como uma água salutar: trabalha nas profundezas e sem barulho, sai como um fio da terra, mas quem se aproxima dela fica curado. Vamos, André.

– Eu também vou! Quero ver aonde ele te leva! –insiste Pedro.

André suplica:

– Não, Mestre. Eu e Tu sozinhos. Se houver mais pessoas, não se pode… É coisa de corações…

– Que será? Agora fazes o paraninfo?

André não responde ao irmão. Diz a Jesus:

– Um homem quer repudiar sua esposa e… e eu falei com ele. Mas não tenho jeito. Se Tu falares… oh! conseguirás, porque o homem não é mau. É… é… ele te irá dizer.

Jesus sai com André, sem dizer mais nada.

Pedro fica um pouco duvidoso e depois diz:

– Mas eu vou. Quero ao menos ver aonde vão.

E sai, não obstante os outros estarem lhe dizendo para não ir.

André está para virar em uma viela popular. E Pedro vai atrás. Contorna uma pracinha cheia de comadres. E Pedro atrás. Entra por um portão, que vai dar num amplo pátio rodeado de casinhas baixas e pobres. Digo portão, porque tem um arco. Mas porta, não tem. E Pedro atrás. Jesus entra em uma destas casinhas com André. Pedro põe-se à espreita do lado de fora.

Uma mulher o vê, e lhe pergunta:

– És parente da Ava? E aqueles dois também? Viestes levá-la de volta?

– Cala-te, galinha! Eu não devo ser visto.

Fazer uma mulher calar-se! É coisa difícil. E, posto que Pedro a fulmina com olhos ameaçadores, ela vai falar com outras comadres. O pobre Pedro, de repente, se vê rodeado por um círculo de mulheres, rapazes e também de homens que, só para imporem silêncio ao acontecimento, fazem um barulho que denuncia a presença deles. Pedro se rói de raiva… mas não adianta.

104.3Do interior da casa vem a voz cheia, bonita e calma de Jesus, junto àquela partida de uma mulher e a uma fechada e rouca de homem.

– Se sempre foi boa esposa, por que repudiá-la? Ela faltou para contigo?

– Não, Mestre, juro-te que não! Eu o amei como a pupila dos meus olhos –geme a mulher.

E o homem, breve e duro:

– Não. Não me faltou, a não ser por ser estéril. E eu quero filhos. Não quero a maldição de Deus sobre o meu nome.

– Tua mulher não tem culpa por ser assim.

– Ela diz que a culpa é minha. Culpa a mim e aos meus como de uma traição…

– Mulher, sê sincera. Sabias que eras assim?

– Não. Eu era e sou em tudo como as outras. O médico também disse isto. Mas eu não consigo ter filhos.

– Estás vendo que ela não te traiu. Ela também sofre por isso. Responde tu também, sinceramente: se ela se tornasse mãe, tu a repudiarias?

– Não. Juro que não. Não tenho motivo para isso. Mas o rabino o disse, e o disse o escriba: “A estéril é a maldição de Deus na casa, e tu tens o direito e o dever de dar-lhe o libelo do divórcio1 e não afligir a tua virilidade, privando-a de filhos.” 104.4Eu faço o que a Lei diz.

– Não. Escuta. A Lei diz: “Não cometer adultério”, e tu estás para cometê-lo. O mandamento inicial é este e não outro. E se, por causa da dureza dos vossos corações, Moisés concedeu o divórcio, isso foi para impedir mancebias e concubinatos, abomináveis a Deus. Depois, sempre mais o vosso vício trabalhou sob o pretexto daquela cláusula de Moisés, obtendo aquelas malvadas correntes e as homicidas pedras, que são as condições atuais da mulher, vítima sempre do vosso abuso de poder, do vosso capricho, da vossa surdez e cegueira de afetos. Eu te digo: não te é lícito fazer o que queres fazer. Teu ato é uma ofensa a Deus. Abraão porventura repudiou Sara? E Jacó a Raquel? E Elcana a Ana? E Manué à sua esposa? Conheces o Batista? Sim? Pois bem, sua mãe não foi estéril até à velhice e depois não deu à luz o santo de Deus, assim como a esposa de Manué deu à luz Sansão, e Ana de Elcana a Samuel, e Raquel a José, e Sara a Isaque? A continência do esposo, à sua piedade para com a estéril, à sua fidelidade às núpcias, Deus concede um prêmio, e prêmio celebrado nos séculos, assim como dá sorriso ao pranto das estéreis, não mais estéreis, nem aviltadas, mas gloriosas, na alegria de ser mães. Não te é lícito ofender o amor desta mulher. Sê justo e honesto. Deus te premiará além do teu mérito.

– Mestre. Somente Tu falas assim… Eu não sabia. Tinha perguntado aos doutores, e eles me haviam dito: “Faz”. Mas nem uma palavra para dizer-me que Deus premia com seus dons um ato bom. Estamos nas mãos deles… e eles nos fecham os olhos e os corações com uma mão de ferro. Eu não sou mau, Mestre. Não te indignes comigo.

– Eu não te desdenho. Dás-me mais pena do que esta mulher chorosa. Porque a dor dela terminará com a vida. A tua começará então, e pela eternidade. Pensa nisso.

– Não. Não começará. Eu não quero. Tu me juras pelo Deus de Abraão, que é verdade tudo o que me dizes?

– Eu sou Verdade e Ciência. Quem crê em Mim, terá Nele justiça, sabedoria, amor e paz.

– Eu quero crer em Ti. Sim, quero crer em Ti. Sinto em Ti alguma coisa que não há nos outros. Eis. Agora vou ao sacerdote, para dizer-lhe: “Eu não a repudio mais. Conservo-a e somente peço a Deus que me ajude a sentir menos a dor de não ter filhos.” Ava, não chores. Diremos ao Mestre que venha outras vezes para conservar-me bom, e tu… continua a querer-me bem.

A mulher chora mais forte, por causa do contraste entre a dor de antes e a alegria de agora.

Jesus, ao invés, sorri.

– Não chores. Olha para Mim. Olha para Mim, mulher.

Ela levanta a cabeça. Olha para o rosto luminoso Dele com o seu rosto lacrimoso.

– Vem aqui, homem. Põe-te de joelhos junto à tua esposa. Agora Eu vos abençoo e santifico a vossa união. Ouvi: “Senhor Deus de nossos pais, Tu que do barro fizeste Adão e lhe deste Eva por companheira, para que povoassem de homens a terra educando-os no teu santo temor, desce com a tua bênção e a tua Misericórdia, abre e fecunda as entranhas que o Inimigo conservou fechadas, para conduzir a um duplo pecado de adultério e de desespero. Tem piedade destes dois filhos, Pai santo, Criador supremo. Torna-os felizes e santos. Torna-a fecunda como uma vinha, e a ele protetor como o olmo que a sustenta. Desce, ó Vida, para dar vida. Desce, ó Fogo, para aquecer. Desce, ó Poderoso, para operar. Desce! Faz que, pela festa de louvor pelas fecundas colheitas do ano vindouro, estes te ofereçam o seu manípulo vivo, o seu primogênito, o seu filho consagrado a Ti, ó Eterno, que abençoas aqueles que em Ti esperam.”

Jesus rezou com uma voz de trovão, as mãos estendidas sobre as duas cabeças inclinadas.

104.5 O povo não se contém mais, e se aglomera, Pedro em primeira linha.

– Levantai-vos, tende fé e sede santos.

– Oh! Fica Mestre! –pedem os dois reconciliados.

– Não posso. Voltarei. Mais e mais vezes.

– Fica, fica. Fala a nós também! –grita a multidão.

Mas Jesus abençoa, e não para. Promete somente voltar logo. E, seguido por uma pequena multidão, vai até a casa onde está hospedado.

– Homem curioso, que é que Eu devia fazer-te? –pergunta a Pedro pelo caminho.

– O que quiseres… Entretanto eu estava lá…

Entram em casa, despedem-se do povo, que fica comentando as palavras ouvidas, e põem-se à mesa para a ceia.

Pedro está ainda curioso.

– Mestre, mas o filho virá mesmo?

– Já me viste prometer coisas que não aconteçam? Parece-te que Eu me permita usar a confiança no Pai para mentir e enganar?

– Não… mas… Poderias fazer assim a todos os esposos?

– Poderia. Mas só o faço onde vejo que um filho pode ser um impulso à santificação. Onde ele seria um obstáculo, não o faço.

Pedro despenteia os cabelos grisalhos, e se cala.

104.6 Entra o pastor José. Está todo empoeirado, como quem caminhou muito.

– Tu? Como é que estás aqui? –pergunta Jesus, depois do beijo de saudação.

– Tenho cartas para Ti. Tua Mãe as deu para mim, e uma é dela. Aqui estão.

E José estende-lhe três pequenos rolos de uma espécie de pergaminho sutil, amarrados com uma fitinha. A mais volumosa tem também um selo que a fecha. Uma outra tem só o laço, e a terceira mostra um selo roto.

– Esta é de tua Mãe –diz José indicando aquela com o laço.

Jesus a desenrola e lê. Primeiro lê baixo, e depois alto.

– “Ao meu amado Filho, paz e bênção. Chegou-me à hora primeira das calendas da lua de elul um mensageiro de Betânia. Ele era Isaque, o pastor, ao qual dei o beijo da paz e a refeição, em teu nome e em reconhecimento de minha parte. Trouxe-me estas duas cartas, que te estou enviando, dizendo-me, de viva voz, que o amigo Lázaro de Betânia te solicita que consintas no que ele pede. Amado Jesus, meu bendito Filho e Senhor, eu também teria duas coisas a pedir-te. Uma é que te lembres que me prometeste chamar à tua pobre Mãe para instruí-la na Palavra. E a segunda é que não venhas a Nazaré, sem me avisares antes.”

Jesus faz uma parada brusca, e se levanta, indo ficar entre Tiago e Judas. Estreita-os entre os seus braços e termina repetindo de cor as palavras:

– Alfeu voltou para o seio de Abraão na lua cheia passada, e grande foi a manifestação de pêsames na cidade…

Os dois filhos choram sobre o peito de Jesus, que termina:

– “… A última hora, ele te teria desejado. Mas Tu estavas longe. Isso porém foi um conforto para Maria, pois vê nisto o perdão de Deus, e deve dar paz também aos sobrinhos.” Estais ouvindo? Ela o diz. E Ela sabe o que diz.

– Dá-me a carta –suplica Tiago.

– Não. Ela te faria mal.

– Por Por quê? Que pode dizer de mais penoso do que a morte de um pai??

– De um pai que nos amaldiçoou –suspira Judas.

– Não. Não é isso –diz Jesus.

– Tu o estás dizendo… para não nos magoar. Mas é assim.

– Então lê.

E Judas lê:

– Jesus, eu te peço, e Maria também te pede: não venhas a Nazaré, enquanto não terminarem os pêsames. O amor por Alfeu torna os nazarenos injustos para Contigo, e tua Mãe chora por isso. O bom amigo Alfeu me consola, e acalma a cidade. Produziu muitos comentários o que Aser e Ismael contaram a respeito da mulher de Cusa. Mas Nazaré é agora um mar agitado por ventos diversos. Eu te abençoo, meu Filho, e te peço paz e bênção para a minha alma. Paz aos sobrinhos. A Mãe.

Os apóstolos comentam e consolam os irmãos chorosos.

104.7 Mas Pedro diz:

– Não vais ler aquelas?

Jesus faz um sinal de assentimento e abre a carta de Lázaro. Chama Simão Zelote. Leem juntos, a um canto. Depois abrem o outro rolo e leem também aquele, discutem entre eles; e vejo que o Zelote procura persuadir Jesus sobre alguma coisa, mas não o convence.

Jesus, com os rolos na mão, vai para o meio do quarto e diz:

– Ouvi, amigos. Somos todos uma família, e não há segredos entre nós. E, se é piedade conservar oculto o mal, é justiça tornar conhecido o bem. Ouvi o que escreve Lázaro de Betânia:

“Ao Senhor Jesus paz e bênção, e paz e saúde ao meu amigo Simão. Recebi a tua carta, e de mim, como servo que sou, coloquei o meu coração, a minha fala e todos os meus recursos a teu serviço para fazer-te contente e ter a honra de ser-te um não inútil servo. Fui à casa de Doras, em seu castelo da Judeia, para pedir-lhe que me vendesse o servo Jonas, como Tu desejas. Confesso que, se não fôsse um pedido de Simão, amigo fiel, para Ti, eu não teria encarado aquele chacal escarnecedor, cruel e nefasto. Mas por Ti, meu Mestre e Amigo, sinto-me capaz de encarar até a Mamon. Isto, porque penso que quem trabalha para Ti, está perto de Ti e, portanto, está defendido. E ajudado, certamente eu tenho sido, porque, contra todas as previsões, eu venci. Dura foi a discussão e aviltantes foram as primeiras rejeições. Três vezes tive que inclinar-me a este tirano prepotente. Depois, ele me impôs uma espera de dias. Em fim, aqui está a carta. É digna de uma víbora. E eu quase nem ouso dizer-te: ‘Cede, para chegares ao que queres’, porque ele não é digno de te ter. Mas não há outro modo. Eu aceitei em teu nome, e assinei. Se eu fiz mal, dá-me uma repreensão. Mas podes crer, eu procurei servir-te do melhor modo que pude. Ontem veio um teu discípulo judeu, dizendo que vinha em teu nome, para saber se havia alguma notícia para levar-te. Ele disse que seu nome era Judas de Keriot. Mas preferi esperar o Isaque, para dar-lhe a carta. E causou-me estranheza que Tu tivesses mandado outros, sabendo que cada sábado vem à minha casa Isaque para o seu descanso. Não tenho outra coisa a dizer. Somente, beijando-te os santos pés, peço-te de conduzi-los à casa do teu servo e amigo Lázaro, como prometeste. Saudações ao Simão. A Ti, Mestre e Amigo, um beijo de paz e oração de bênção. Lázaro.”

E agora a outra: “A Lázaro, saudações. Eu decidi. Pelo dobro da soma, terás Jonas. Porém, ponho estas cláusulas e não mudarei por razão alguma. Quero que antes Jonas termine as colheitas do ano, ou seja, ele será entregue na lua de Tisri, no fim da lua. Quero que venha pessoalmente a pegá-lo Jesus de Nazaré, ao qual peço para entrar sob o meu teto, para conhecê-lo. Quero pagamento imediato, em seguida a um contrato regular. Adeus. Doras.

104.8 – Que peste! –grita Pedro–. Mas, quem irá pagar? Quem sabe quanto ele pede, e nós… estamos sempre sem dinheiro nenhum!

– O Simão vai pagar. Para contentar a Mim e ao pobre Jonas. Não adquire mais do que as ruínas de um homem, que não servirá para nada. Mas adquire um grande merecimento no Céu.

– Tu? Oh!

Todos estão admirados. Até os filhos do Alfeu saem de sua dor por causa da admiração.

– É ele. É justo que isto seja conhecido.

– Também seria justo que fôsse conhecido porque Judas de Keriot foi à casa de Lázaro. Quem foi que o mandou lá? Tu?

Mas Jesus não responde a Pedro. Ele está muito sério e pensativo. Sai de sua meditação, só para dizer:

– Dai comida ao José, e depois vamos descansar. Eu prepararei a resposta a Lázaro… Isaque ainda está em Nazaré?

– Ele está me esperando.

– Iremos todos.

– Não! Tua Mãe diz…

Todos estão alvoroçados.

– Calai-vos. Eu assim quero. A Mãe fala com seu amoroso coração. Eu julgo com a minha razão. Prefiro fazer isso, enquanto Judas não está aqui. E quero estender minha mão amiga aos primos Simão e José, e chorar com eles, antes que os pêsames terminem. Depois voltaremos a Cafarnaum, a Genezaré, em suma, ao lago, esperando o fim da lua de Tisri. E levaremos conosco as Marias. Vossa mãe precisa de amor. Nós daremos a ela. E a minha precisa de paz. Eu sou a sua paz.

– Achas que em Nazaré?…, pergunta Pedro.

– Eu não acho nada.

– Ah! Bem! Porque, se lhe quisessem fazer mal ou causar-lhe dor!! Teriam que haver-se comigo! –diz Pedro, todo arrufado.

Jesus o acaricia, mas está distraído. Diria que está triste. Depois. coloca-se entre Judas e Tiago, e se assenta, abraçando-os para consolá-los.

Os outros falam em voz baixa, para não perturbar a dor deles.



1 divórcio, que o marido podia impor à mulher se encontrasse nela algo de vergonhoso ou de desagradável, como referido em: Deuteronômio 24,1-4; mas Jesus condena a lei do divórcio em: 140.4174.19357.10/11 – 531.13/14 – 635.9. Além do mais, a obrigatoriedade para a mulher hebraica de se casar e ter filhos (recorda o sumo sacerdote à Virgem em 11.3) e a desonra da sua esterilidade (considerada como um castigo por Ana em 2.4) podem ser deduzidos de: Gênesis 1,27-28; 2,22-24; 9,1; 17,15-21; 21,1-7; 30,2.22-24; Juízes 13,2-7.24; 1 Samuel 1,1-20; Oseias 9,11-14. Jesus trata o argumento dos casamentos mistos em 327.4 e em 635.9; e ilustra magistralmente a origem do matrimônio em 470.4.