471. 471. Encontro com o levita José,chamado Barnabé, e lições sobre Deus Amor.
10 de agosto de 1946.
471.1 É agradável uma parada neste pequeno altiplano. Mas é mais prudente ir descendo para o vale, enquanto é dia, pois a noite chegaria logo, e bem escura, por baixo da mata fechada que cobre o monte.
Jesus se levanta primeiro e vai refrescar o rosto, as mãos e os pés no pequenino rio formado pela pequena fonte. Depois Ele chama os seus apóstolos, que estão adormecidos sobre a grama, convidando-os a se prepararem para andar. Enquanto eles se põem a imitá-lo, indo lavar-se um depois do outro na água fresca do rio e encher os seus odres no fio de água que desce do penhasco, Ele fica esperando-os na beira do pequeno prado, perto de duas árvores seculares, que estão na linha que lhe servem de limite do lado leste, e fica parado a olhar o horizonte longínquo.
O primeiro que o alcança é Filipe que, olhando para o mesmo lado para onde Jesus está olhando, lhe diz:
– Que bonita é esta vista! Tu a estás admirando…
– Sim. Mas Eu não estava olhando somente para a beleza dela.
– E, para que mais, então? Talvez estivesses pensando em quando Israel foi grande como aqueles lugares para lá do Líbano e do Oriente, que, durante séculos, nos têm afligido e ainda nos afligem, por que lá é que está o coração do poder que nos oprime com o seu Legado? Tremenda é, de fato, a profecia feita sobre um deles por um e mais profetas: “Esmagarei o assírio na minha terra e pisarei nele sobre minhas montanhas… Esta é a mão estendida sobre as nações… E quem poderá detê-la? Eis. Damasco deixará de existir e dela só sobrará um montão de pedras como uma ruína… Isto é o que tocará àqueles que nos saquearam.” Assim fala Isaías1! E Jeremias diz:
“Porei fogo sobre os muros de Damasco, esse fogo devorará os muros de Benadab.” E isso acontecerá, quando o Rei de Israel, o Prometido, receber o seu cetro e Deus tiver perdoado o seu povo ao dar-lhe o Rei Messias… Isto é o que diz Ezequiel: “Vós, montanhas de Israel, estendei os vossos ramos, levai os vossos frutos para o meu povo de Israel, porque ele está para voltar… A vós Eu conduzirei de novo o meu povo e ele te possuirá como uma posse hereditária… Não deixarei mais que se ouçam contra ti os ultrages das nações…” E os salmos cantarão com Etan o Esraíta: “Encontrei o meu servo Davi e o ungi com meu óleo santo… A minha mão o assistirá. O inimigo nada poderá contra ele… Em meu Nome ele crescerá em poder… Estenderá sua mão sobre o mar e os rios a sua direita… E Eu o farei meu primogênito e o soberano entre os reis da terra.” Salomão assim canta: “Durará tanto quanto o sol e a lua… Dominando de um ao outro mar, do rio até às extremidades da Terra. Adorá-lo-ão todos os reis da terra, todos os povos lhe estarão sujeitos.” Tu és o Messias, porque em Ti estão todos os sinais do espírito e da carne, todos os sinais dados pelos profetas. Aleluia a Ti, Filho de Davi, Rei Messias, Rei Santo!
– Aleluia! –gritam, em coro, os outros que já se reuniram com Jesus e Filipe e ouviram as palavras deste último.
O aleluia repercute, fazendo ecos de uma garganta até outra…
Jesus, muito triste, fica olhando-os… E, em resposta, lhes diz:
– Não vos lembrais daquilo que diz Davi sobre o Cristo e o que de Cristo diz Isaías… Tomais o doce mel, o inebriante vinho dos profetas, mas não pensais que para ser Rei dos reis, o Filho do Homem deverá beber o fel e o vinagre e vestir-se com a púrpura do seu Sangue… E o vosso erro em não compreenderdes é por causa do amor. Eu gostaria que em vós houvesse um outro amor. Mas, por enquanto, não podeis tê-lo… Séculos de pecado estão contra os homens, a impedir sobre eles a Luz. Mas a luz derrubará as muralhas e entrará em vós… 471.2Vamos.
Voltam à vereda, que haviam deixado, para subirem ao afastado altiplano, vão descendo, apressados, para o vale. Os apóstolos falam uns com os outros em voz baixa…
Depois, Filipe corre para a frente, chega até perto do Mestre e lhe pergunta:
– Eu te desagradei, Senhor? Eu não queria… Estás com raiva de mim?
– Não, Filipe. Mas Eu gostaria que, pelo menos vós, compreendêsseis.
– Estavas olhando para lá com tanto interesse…
– Porque Eu estava pensando em quantos lugares ainda não me tiveram presente. E não me terão… porque o meu tempo vai-se acabando… Como é breve o tempo do homem! Como é lento o homem para agir! Como o espírito sente suas limitações da Terra! Pai, seja feita a tua Vontade!
– Mas todas as regiões das velhas tribos Tu as percorreste, Mestre meu. Pelo menos uma vez Tu as santificaste, por isso se pode dizer que tiveste em tua mão as doze tribos…
– Isto é verdade. Portanto, vós fareis o que o tempo não me permitiu fazer.
– Tu, que fazes parar os rios, que fiquem calmos os mares, não poderias fazer que o tempo andasse mais devagar?
– Eu poderia, mas o Pai no Céu, o Filho na Terra e o Amor no Céu e na Terra ardem pelo desejo de realizar o Perdão…
E Jesus mergulha numa meditação profunda que Filipe respeita, deixando-o sozinho, indo reunir-se com os companheiros, aos quais conta o seu diálogo.
471.3 O vale já está perto, já se vê uma estrada, uma verdadeira estrada mestra que, vindo do sul, continua rumo ao oeste, fazendo uma curva justamente aos pés do monte, acompanhando a base dele, dirigindo-se depois para um bonito povoado, situado por entre os campos verdes, ao lado de um pequeno rio, que hoje em dia não é mais do que um pedregal, onde, por uma e outra pedra, se levanta um ou outro caniço, procurando viver, especialmente na parte mais profunda, onde ainda há um fio d’água, que teima em escorrer para o mar.
Reúnem-se todos, antes de tomar a estrada mestra, mas não chegaram a andar mais do que uns poucos metros, quando dois homens vão ao encontro deles, fazendo sinais de saudação.
– São dois discípulos dos rabis e um deles é levita. Que será que eles querem? –dizem uns aos outros os apóstolos, pois não estão nada contentes com esse encontro.
Não sei como foi que ficaram sabendo que os dois eram discípulos e que um deles era levita. Não compreendo ainda bem o significado dos flocos e das franjas, nem outros muitos segredos do vestuário israelita.
Jesus, quando está a dois metros dos dois e quando a estrada está livre dos viandantes que, a pé ou a cavalo, vão correndo para o povoado, responde à saudação que eles continuam a fazer, e para, a fim de ver de que é que se trata.
– A paz a Ti, Rabi –diz agora com palavras o levita que até então se havia limitado a fazer profundas inclinações.
– A paz esteja contigo. E contigo –diz Jesus, dirigindo-se ao outro.
– És Tu o Rabi chamado Jesus?
– Eu o sou.
– Uma mulher entrou, antes da hora sexta, na cidade e disse ter falado pelo caminho com um rabi maior do que Gamaliel, porque, além de sábio, é bom. O assunto chegou até nossos ouvidos, e os mestres nos mandaram, todos eles, e eram muitos, suspendendo até a partida para Jerusalém, a fim de procurarem encontrar-te. Dois para cada estrada que, de Gíscala, descem para os caminhos da planície. Em nome deles, e por meio de nós, eles te mandam dizer: “Vem à cidade que nós queremos te interrogar.”
– E por qual motivo?
– A fim de que dês a tua opinião sobre um fato acontecido em Gíscala e do qual as consequências continuam.
– E vós, não tendes os grandes doutores de Israel, para procurardes saber qual a opinião deles? Por que haveis de dirigir-vos ao Rabi desconhecido?
– Se Tu és aquele de que falam os rabis, então não és desconhecido. Não és Tu Jesus de Nazaré?
– Eu o sou.
– A tua sabedoria é conhecida pelos rabis.
– E por Mim é conhecido o ódio que eles têm por Mim.
– Não todos, Mestre. O maior deles e mais justo não te odeia.
– Eu sei. Mas também não me ama. Ele está me estudando. Mas o rabi Gamaliel está em Gíscala?
– Não. Ele já partiu para estar em Séforis, antes do sábado. Partiu logo depois do julgamento.
– Então, para que é que me procurais? Eu também devo respeitar o sábado e mal posso chegar em tempo àquele lugar. Não me detenhais mais.
– Estás com medo, Mestre?
– Não tenho medo, porque sei que nenhum poder foi dado, por enquanto, aos meus inimigos. Mas deixo aos sábios a alegria de julgar.
– Que queres dizer?
– Eu não julgo. Eu perdoo.
– Tu sabes julgar melhor do que qualquer outro. Gamaliel assim o disse. Ele disse: “Só Jesus de Nazaré julgaria neste caso com justiça.”
– E a coisa não tem mais conserto. Eu teria manifestado a opinião de se procurar acalmar as paixões, antes de fulminar. Se havia culpa, o culpado podia arrepender-se e redimir-se. Se não havia culpa, não teria acontecido o suplício que o seria para qualquer um, e que, aos olhos de Deus, é como um homicídio premeditado.
– Mestre! Como sabes? A mulher jurou que Tu falaste com ela somente sobre as coisas dela… e… Tu sabes. Então, és verdadeiramente um profeta?
– Eu sou quem sou. Adeus. A paz esteja contigo. O sol já se inclinou para o ocidente.
E lhes volta as costas, indo para o povoado.
– Fizeste bem, Mestre. É certo que te estavam armando ciladas!
Os apóstolos estão solidários com o Mestre.
471.4 Mas os seus louvores e as suas razões foram truncados pelos doisde antes, que já os alcançaram e estão suplicando a Jesus que suba de novo para Gíscala.
– Não. O pôr do sol me apanharia no caminho. Dizei a quem vos enviou que Eu observo a Lei sempre, quando a observância dela não lesa o mandamento maior do que o do sábado, isto é, o mandamento do amor.
– Mestre, Mestre, nós te suplicamos que o faças. O caso é justamente um caso de amor e de justiça. Vem conosco, Mestre.
– Não posso. E nem vós podeis subir ainda em tempo.
– Nós temos licença para fazê-lo neste caso.
– É assim? Levantastes a voz, quando Eu curei um doente e o absolvi num sábado, e a vós é concedido violar o sábado para uma discussão ociosa? Há, então, duas medidas em Israel? Ide! Ide! E deixai-me andar.
– Mestre, Tu és profeta. Por isso é que sabes. Eu o creio e esse homem aí o sabe. Por que nos repeles?
– Porquê!
Jesus olha fixamente para eles, ficando parado. Seus olhares severos os traspassam e penetram através dos véus da carne, lendo os corações. Olham dominadores para os dois que estão na frente dele. Depois os seus olhos, tão intoleráveis, quando em seu rigor e tão doces em seu amor, mudam o grau de severidade, ficam com uma expressão tão amorosa, tão misericordiosa, que, se antes os corações tremiam de medo pelo poder daquele olhar, agora tremem de emoção diante do brilho do amor de Cristo.
– Porquê! –Ele repete–. Não sou Eu, mas os homens é que repelem o Filho do Homem, este deve desconfiar de seus irmãos. Mas a quem não tem malícia no coração, Eu digo: “Vinde”, e digo também: “Amai-me”, aos que me odeiam…
– E, então, Mestre?
– E, então, Eu irei ao povoado no sábado.
– E, pelo menos, espera-nos.
– Ao pôr do sol do sábado, Eu parto. Não posso esperar.
471.5 Os dois olham um para o outro, trocam ideias, ficando lá atrás. Depois um deles, o de rosto mais aberto, que é o que sempre tem falado, volta correndo.
– Mestre, eu fico contigo até depois do sábado.
Pedro, que está ao lado de Jesus, puxa-lhe a veste, fazendo que Ele se vire para o seu lado, e lhe sussurra:
– Não. É um espião.
Judas Tadeu, que está às costas do primo, lhe diz:
– Desconfia.
Natanael, que foi lá para a frente com Simão e Filipe, vira-se, faz uma careta, dizendo: “Não.” Até os dois de mais confiança, André e João, fazem com a cabeça um sinal de não, por detrás das costas do importunador.
Mas Jesus não leva em conta as suspeitas medrosas deles e responde brevemente:
– Fica.
E os outros devem resignar-se.
O homem ficou contente, já se sente menos estranho, acha que precisa dizer seu nome, quem é ele, e por que é que está na Palestina, tendo nascido na Diáspora, que ele foi consagrado a Deus desde que nasceu, pois ele foi “uma consolação para os seus pais” que, agradecidos ao Senhor por o terem, o confiaram aos parentes em Jerusalém, a fim de que ficasse no Templo e lá servindo à Casa de Deus. Foi lá que ele conheceu o Rabi Gamaliel, tornando-se discípulo dele, atento e amado.
– Chamaram-me José, porque, como o antigo2, tirei à minha mãe a tristeza de ser estéril. Mas minha mãe sempre dizia: “minha consolação”, enquanto me alimentava, e então tornei-me Barnabé para todos. Também o grande rabi me chama assim, porque ele se consola com os seus melhores discípulos.
– Faze por onde Deus te diga a mesma coisa, sobretudo que Ele te chame por esse nome, diz Jesus.
471.6 Eles entram no povoado.
– Conheces bem o lugar? –pergunta Jesus.
– Não. Eu nunca estive aqui. É a primeira vez que eu venho a Neftali. Trouxe-me consigo o rabi junto com outros mais, pois eu tinha ficado sozinho…
– Tens a Deus por amigo?
– Assim espero. Eu procuro servi-lo do melhor modo que eu posso.
– Então, não estás sozinho. Quem está sozinho é o pecador.
– Mas posso pecar eu também…
– Tu, como discípulo de um grande rabi, certamente sabes quais as condições para que uma ação se torne pecado.
– Tudo, Senhor, é pecado. O homem peca continuamente. Porque os preceitos são mais do que os instantes do dia. E nem sempre o pensamento e as circunstâncias nos ajudam a não pecar.
– Em verdade, as circunstâncias, elas especialmente, muitas vezes nos induzem a pecar. Mas tens tu bem compreendido o conceito de qual seja o principal atributo de Deus?
– Justiça!
– Não.
– O poder.
– Também não.
– … Rigor.
– Antes menos do que nunca.
– No entanto… assim foi no Sinai e depois também…
– Naquele tempo, o Altíssimo foi visto por entre raios fulminantes. Eles cingiam com auréolas tremendas o rosto do Pai e Criador. Em verdade, vós não conheceis o rosto de Deus. E se conhecêsseis o espírito dele, saberieis que o principal atributo dele é o Amor misericordioso.
– Eu sei que o Altíssimo nos amou. Que nós somos o povo eleito. Mas servir-lhe é difícil.
– Se tu sabes que Deus é Amor, como é que dizes que servir-lhe é difícil?
– Porque, pecando, nós perdemos o seu amor.
– Antes Eu te perguntei se sabes as condições sob as quais uma ação se torna pecado.
– Quando não é alguma ação de acordo com os seiscentos e treze preceitos, nem com as tradições, as decisões, os costumes, as bênçãos e orações, além das dez disposições da Lei, ou então não é como os escribas ensinam estas coisas, então é pecado.
– Mesmo quando o homem não o faz com plena advertência e perfeito consentimento da vontade?
– Mesmo assim. Por isso, quem é que pode dizer: “Eu não peco?” Quem ao morrer, pode esperar ter paz no Seio de Abraão?
471.7 – Os homens são perfeitos em seus espíritos?
– Não. Porque Adão pecou, e nós temos aquela culpa em nós. E ela nos torna fracos. O homem perdeu a Graça do Senhor, a única força pela qual podíamos regular-nos…
– E o Senhor sabe disso?
– Ele sabe tudo.
– E então tu achas que Ele não tem misericórdia, levando em conta as coisas que enfraquecem o homem? Achas tu, então, que Ele vai exigir dos pecadores o que Ele podia exigir do primeiro Adão? Nisto é que está a diferença que vós não levais em conta. Deus é Justiça, sim. É poder, sim. Pode ser até rigor para com o impenitente, que continua em seu pecado. Mas, quando Ele vê que um dos seus meninos, todos são meninos nesta Terra, pois a vida aqui é apenas uma hora da eternidade para o espírito, o qual se torna adulto pelo exame espiritual de sua maioridade, no Juízo Particular, quando Ele vê que um dos seus meninos falta, porque está descuidado, porque é lerdo em saber discernir, porque é pouco instruído, porque é fraco em alguma coisa ou em muitas coisas, pensas tu que o Pai Santíssimo o possa julgar com um rigor inexorável? Tu o disseste. O homem perdeu a Graça, a força para reagir à tentação e aos apetites. E Deus sabe disso. Não é preciso ficar tremendo por medo de Deus, nem evitá-lo, como fez Adão depois da culpa. O que é preciso é recordar-se de que Ele é Amor. O seu rosto resplandece sobre os homens, mas não para reduzi-los a cinzas, mas, sim, para confortá-los, como o sol nos conforta com seus raios. O Amor, não o rigor, é o que é irradiado por Deus. São raios de sol e não uma chuva de flechas fulminantes. E, afinal… que é que por Si mesmo o Amor impôs? Terá sido alguma carga insuportável? Será algum código com uma infinidade de capítulos, que facilmente se esquecem? Não. Mas somente os dez Mandamentos. Por que se há de levar o homem como um animal freado, um poldro que, se não estiver freado, vai para sua própria ruína? Mas, quando o homem estiver salvo, quando lhe for dada de novo a Graça, quando chegar o Reino de Deus, isto é, o Reino do Amor, aos filhos de Deus e aos súditos do Rei será dada somente uma ordem, e nela estará tudo: “Ama ao teu Deus com tudo o que és e tens, e ao teu próximo como a ti mesmo!” Por que tu crês, ó homem, que Deus-Amor não pode tornar mais leve o jugo, até torná-lo suave, e que o amor tornará fácil o serviço de Deus não mais temido, mas amado? Amado somente, amado por Si mesmo e amado em nossos irmãos. Como será simples a última Lei. Assim como Deus é perfeito em sua simplicidade. Escuta: ama a Deus com tudo o que és e que tens, ama ao teu próximo como a ti mesmo. Medita nisto. Aqueles pesados seiscentos e treze preceitos e todas as orações já não está tudo contado nestas duas frases, livrando-vos das cavilações inúteis, que não são religião, mas escravidão diante de Deus? Se amas a Deus, certamente tu o honras em todas as horas. Se amas ao próximo, certamente não lhe fazes nada que lhe cause sofrimento. Tu não mentes, não roubas, não matas nem feres, não és adúltero. Não é assim?
471.8 – Assim é… Mestre justo, eu quereria ficar contigo, mas Gamaliel já perdeu para Ti seus melhores discipulos… Eu…
– Não é ainda a hora para vires a Mim. Quando ela chegar, o teu próprio mestre te dirá, porque ele é um justo.
– Ele o é de verdade? Tu o dizes?
– Eu o digo, porque é verdade. Eu não sou como alguém que abate, para subir depois sobre o abatido. Eu reconheço a cada um o que é seu… Mas, eis que nos estão chamando… Certamente encontraram alojamento para nós. Vamos…
1 Assim fala Isaías, em Isaías 14,25-27; 17,1.14; Jeremias diz, em Jeremias 49,27; diz Ezequiel, em Ezequiel 36,8.12.15. Sempre pela boca de Felipe, seguem citações de Salmo 89,21-28; Salmo 72,5-11; e pela boca de Jesus: Salmo 69,22; Isaías 63,1-3.
2 o antigo, isto é, José do Gênesis 30,22-24; tornei-me Barnabé, como se lê em Atos 4,36.
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