270. 270. A notícia da morte de João Batista.


4 de setembro de 1945.

270.1Jesus está curando doentes, sem outra assistência, a não ser a de Manaém. Estão na casa de Cafarnaum, na horta, que agora de manhã ainda está na sombra. Manaém não está mais com a cinta preciosa, nem com a lâmina de ouro na fronte. Sua túnica está recolhida por meio de um cordão de lã, e o seu turbante por uma tirinha de pano. Jesus está com a cabeça descoberta, como sempre, quando se encontra em casa.

Quando terminou de curar e consolar os doentes, Jesus vai com Manaém para o quarto de cima, e assentam-se os dois sobre o peitoril da janela, que está virada para o monte, pois a parte virada para o lago está agora toda exposta ao sol, e ele está ainda bem quente, por mais que a canícula já tenha passado, há algum tempo.

 Daqui a pouco, começa a vindima –diz Manaém.

 É tempo. Depois virá a festa dos Tabernáculos… e o inverno já estará perto. E Tu, quando pensas em partir?

 Bem…Eu não partiria nunca… Mas estou pensando no Batista. Herodes é um fraco. Quando se deixa estimular para o bem, se não se torna bom, pelo menos não é um sanguinário. Mas poucos são os que o aconselham bem. E aquela mulher!… Mas eu gostaria de estar aqui, enquanto não voltam os teus apóstolos. Não que eu presuma muito de mim… mas alguma coisa eu valho ainda, por mais que o meu prestígio tenha diminuído, e muito, desde quando compreendi que devo seguir os caminhos do Bem. Mas isso não me importa.

270.2Eu gostaria de ter a verdadeira coragem de saber abandonar tudo para Te seguir completamente, como aqueles discípulos que estás esperando. Mas será que o conseguirei algum dia? Nós, que não somos do povo, temos mais dificuldades em seguir-te. Por que será?

 Porque tendes os tentáculos das pobres riquezas, que vos aprisionam.

 Na verdade, eu sei de alguns, que não são propriamente ricos, mas instruídos ou a caminho de se tornarem instruídos, e eles também não vêm a Ti.

 Esses também têm os tentáculos das pobres riquezas que os aprisionam. Não se é rico somente de dinheiro. Existe também a riqueza do saber. São poucos os que chegam àquela confissão de Salomão: “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”, reassumida e ampliada, não tanto no sentido material, mas na profundidade com que ele a ela se refere no Coelet1. Tu te lembras dela? A ciência humana é uma vaidade, porque aumenta somente o saber humano, “é uma preocupação e aflição de espírito, e quem multiplica a ciência, multiplica as preocupações.” Em verdade, Eu te digo que assim é. E também te digo que assim não seria, se a ciência humana se apoiasse na Sabedoria sobrenatural e no santo amor de Deus, e por aí se controlasse. O prazer é uma vaidade, porque o prazer não tem duração, e rapidamente se desvanece, depois de ter-se queimado, deixando em seu lugar apenas umas cinzas, e um grande vazio. Os bens acumulados, com várias indústrias, são vaidade para o homem que morre, porque para outros ele os deixa, e porque, com todos os seus bens, não pode evitar a morte. A mulher, olhada como uma fêmea, e como tal cobiçada, é uma vaidade. E por aí se conclui que a única coisa que não é vaidade é o santo temor de Deus e a obediência aos seus mandamentos. Isto é que é a sabedoria do homem, que sabe que não é somente carne, mas que possui uma segunda natureza, a espiritual. Quem souber chegar a esta conclusão, e o quiser, saberá desapegar-se de todos os tentáculos das pobres posses, para ir livremente ao encontro do sol.

 Eu quero lembrar-me destas palavras. Quantas coisas me deste nestes dias! Agora eu posso andar por entre as imundícies da Corte, que só aos estultos parece brilhante, que a eles parece poderosa e bela, e não é mais do que uma miséria, cárcere e escuridão. Poderei andar por lá, transportando um tesouro que me permitirá viver lá, enquanto não chego a ter outro melhor ainda. Mas poderei eu chegar algum dia a este melhor ainda, que consiste em ser teu, e totalmente?

 Tu chegarás lá.

 Quando? No ano que vem? Ou mais tarde? Ou quando a velhice me fizer sábio?

 Tu lá chegarás, quando alcançares a maturidade de espírito e a perfeição em tua vontade, dentro de poucas horas.

Manaém olha para Ele, pensativo, e de um modo indagador. Mas não pergunta mais nada.

Faz-se silêncio. Depois Jesus diz:

 Já te aproximaste de Lázaro de Betânia?

 Não, Mestre. Posso dizer que não. Porque, se tivemos algum encontro, não chegou a ser uma amizade. Sabes… Eu, com Herodes, e Herodes contra ele…

 Lázaro agora te veria, não com os olhos nas coisas, mas em Deus. Deves procurar aproximar-te dele como um condiscípulo.

 Eu o farei, se Tu assim o queres.

270.3Ouvem-se umas vozes gritando no horto. Pedem com ânsia:

 O Mestre! O Mestre! Quem é?

Responde com uma voz cantante a dona da casa:

 Ele está no quarto de cima. Quem sois vós? Doentes?

 Não. Somos discípulos do João, e queremos falar com Jesus de Nazaré.

Jesus aparece à janela, e diz:

 A paz esteja convosco…Oh! Sois vós? Vinde! Vinde!

São os três pastores João, Matias e Simeão.

 Oh! Mestre –dizem eles, levantando as cabeças e mostrando uns rostos entristecidos. Nem mesmo a vista de Jesus os tranquiliza.

Jesus sai do quarto, e vai até eles, no terraço. Manaém o acompanha. Encontram-se justamente no ponto em que a pequena escada desemboca no terraço exposto ao sol.

Os três se ajoelham, beijando o chão. Depois João diz por todos:

 E agora, acolhe-nos, Senhor, porque nós somos a tua herança –e as lágrimas descem pelo rosto do discípulo e dos companheiros.

Jesus e Manaém deram juntos um grito:

 João?

 Foi morto…

Aquela palavra caiu como se fosse um enorme fragor, cobrindo todos os outros rumores do mundo. E, no entanto, ela foi falada muito baixo. Mas ela petrifica quem a diz e quem a ouve. E parece que a terra, para recolhê-la, e para horrorizar-se com ela, suspenda todos os rumores que ela tinha, a tal ponto, que se faz um espaço de tempo de silêncio e de profunda imobilidade nos animais, nas copas das árvores e no ar. Fez também uma pausa o arrulhar dos pombos, obstruiu-se a flauta dos melros, tornou-se mudo o coral dos pássaros, e, como se tivessem sido quebradas de repente suas pequeninas maquinas, as cigarras estridentes se calam subitamente, enquanto que também o vento para de soprar, quando ele estava acariciando as folhas dos parreirais e fazia ouvir um frufru de seda, e cessa até a chiadeira das peças de madeira seca que se atritavam nas máquinas.

270.4Jesus fica com uma palidez de marfim, enquanto seus olhos se dilatam, e se põem vidrados pelas lágrimas. Ele abre os braços ao falar, e sua voz se faz ouvir profunda, por causa do esforço feito para dizer com firmeza:

 Paz ao mártir da justiça e ao meu Precursor.

Depois, ele junta os braços e se recolhe em seu espírito, e certamente estará rezando, comunicando-se com o Espírito de Deus e do Batista.

Manaém não ousa fazer nenhum gesto. Ao contrário de Jesus, ele se avermelhou vivamente, e teve um movimento de ira. Depois, ele tomou uma posição mais rija, e toda a sua perturbação se nota apenas pelo movimento inconsciente de sua mão direita, que fica esfiapando o cordão de sua túnica, e o da esquerda que, involuntariamente fica procurando o punhal… e ele sacode a cabeça, ficando com pena de sua própria fraqueza mental, que nem se lembra de que está desarmado, para poder ser “o discípulo do Manso, ao lado do Manso.”

Jesus abre de novo a boca e os olhos. Seu rosto, seu olhar, sua túnica recuperaram a majestade divina, que lhe é habitual. Só continua uma pesada tristeza, mas temperada pela paz.

 Vinde. Vós o contareis a Mim. Desde hoje já sois meus.

E os conduz ao quarto, fechando depois a porta e entreabrindo o toldo, para regular a entrada da luz, a fim de poderem ter um recolhimento, pensando na dor e na beleza da morte do Batista, e para separarem a perfeição de sua vida do mundo corrompido.

 Falai –diz Jesus.

Manaém parece continuar petrificado. Ele está perto do grupo. Mas não diz uma palavra.

270.5 Foi na tarde da festa. Era imprevisível o que aconteceu… Apenas duas horas antes, Herodes se havia aconselhado com João, dando-lhe depois benignamente a licença de poder ir-se. E, pouco antes que acontecesse… o homicídio, o martírio, o delito, a glorificação, Herodes lhe havia mandado um servo levando frutas geladas e vinhos raros ao prisioneiro. João havia distribuído entre nós aquelas coisas… Ele nunca mudou a sua austeridade… Só nós é que estávamos lá, porque, graças a Manaém, trabalhávamos no palácio como servos, nas cozinhas e nas estrebarias. E esta era a oportunidade que nos permitia ver sempre nosso João… Ficávamos na cozinha eu e João, enquanto Simeão vigiava os servos das estrebarias, para que tratassem com cuidado as cavalgaduras dos hóspedes… O palácio vivia cheio de grandes, de chefes militares e de senhores da Galileia. Herodíades havia se fechado em seus aposentos, depois de uma violenta cena acontecida pela manhã entre ela e Herodes…

Manaém interrompe:

 Mas, quando é que foi para lá a hiena?

 Dois dias antes. Inesperada… dizendo ao monarca que não podia viver longe dele, nem estar ausente no dia de sua festa. Uma víbora e uma feiticeira, que, como sempre, o tratava como um objeto de escárnio… Mas Herodes, pela manhã daquele dia, se havia recusado, ainda que estivesse bêbado pelo vinho e pela luxúria, a conceder à mulher o que ela estava pedindo em altos gritos… E ninguém podia pensar que fosse a vida de João!… Ela estava em seus aposentos, toda desdenhosa, tinha recusado as iguarias reais, mandadas por Herodes em bandejas preciosas. Ela só tinha retido uma bandeja preciosa, cheia de frutas, retribuindo ao presente com uma ânfora de vinho drogado para Herodes… Drogado… Ah! Drogado, o tanto necessário para que a natureza de Herodes, sempre bêbado e viciado, o levasse ao delito! Pelos servos da mesa ficamos sabendo que, depois da dança das atrizes da corte, ou antes da metade dela, havia irrompido no salão do banquete Salomé, dançando. E as atrizes, diante da menina real, se haviam retirado para perto das paredes. A dança era perfeita, segundo nos disseram. Lasciva e perfeita. Era digna dos hóspedes… Herodes… Oh! Talvez algum novo desejo de incesto lhe estivesse fermentando por dentro. Herodes, ao chegar o fim daquela dança, cheio de entusiasmo, disse a Salomé: “Dançaste bem! Eu juro que mereces um prêmio. E eu juro que te darei. Eu juro que te darei qualquer coisa, que quiseres pedir. Na presença de todos, eu juro. Pede, então, o que quiseres.” E Salomé, fingindo estar perplexa, inocente e modesta, envolvendo-se em seus véus, com ares de pudica, depois de tanta impudicícia, disse: “Permite-me, ó grande, refletir um momento. Vou retirar-me, depois virei, porque o teu favor me deixou perturbada…, e se retirou, indo conversar com sua mãe. Selma me disse que ela entrou rindo e disse à sua mãe: “Minha mãe, tu venceste. Dá-me a bandeja.” E Erodíades, com um grito de triunfo, mandou à escrava que desse à menina a bandeja, antes retida, dizendo-lhe: “Vai, e volta aqui com aquela cabeça odiada, e eu te vestirei de pérolas e de ouro.” E Selma, horripilando-se, obedeceu… Salomé tornou a entrar, dançando, na sala, e, dançando, foi prostrar-se aos pés do rei, dizendo: “Eis aqui, sobre esta bandeja, que mandaste à minha mãe, em sinal de que a amas e me amas, sobre ela eu quero a cabeça de João. Depois dançarei ainda, se isso te agrada. Dançarei a dança da vitória. Porque eu venci. Eu te venci, ó rei! Venci a vida, e estou feliz!” Isso foi o que ela disse, e que nos foi repetido por um copeiro amigo. E Herodes ficou perturbado e obrigado por duas vontades, a de ser fiel à palavra dada e a de ser justo. Mas, não soube ser justo, porque ele é um injusto. Fez sinal ao carrasco, que estava atrás da cadeira do rei, e este, tomando das mãos levantadas de Salomé a bandeja, desceu do salão do banquete para os compartimentos inferiores. Nós o vimos atravessar a corte, eu e João… e, pouco depois, ouvimos o grito do Simeão: “Assassinos!”. E, em seguida, o vimos passar com a cabeça na bandeja… João, o teu Precursor, estava morto…

270.6 Simeão, podes dizer-me como foi que ele morreu? –pergunta, depois de algum tempo, Jesus.

 Sim. Ele estava em oração… Ele me havia dito antes: “Daqui a pouco, voltarão os dois enviados, e quem não crê, crerá. Mas, enquanto isso, lembra-te de que, se eu não estiver mais vivo, quando eles voltarem, pois eu sou como alguém que está perto de morrer, eu ainda te digo, a fim de que digas a eles: “Jesus de Nazaré é o verdadeiro Messias.” Ele pensava sempre em Ti… O carrasco entrou. Eu dei um grito forte. João levantou a cabeça, e o viu, depois, se pôs de pé, e disse: “Não podes mais do que cortar-me a vida. Mas a verdade, que permanece, é que não é lícito fazer o mal.” E estava para dizer-me uma coisa, quando o carrasco rodou no ar a pesada espada, enquanto João ainda estava de pé, e a cabeça caiu separada do busto, com um grande jorro de sangue, que avermelhou a pele de cabra que ele vestia, e fez ficar cor de cera o seu rosto magro, no qual continuaram vivos, abertos, acusadores aqueles olhos. Ela me rolou aos pés. Eu caí junto com o corpo dele, enfraquecido pela dor… Depois… Depois que Herodíades bateu nela e a deformou, mandou que a cabeça fosse jogada aos cães. Mas nós a recolhemos logo e, com um véu precioso, e envolvemos junto com o corpo. Compusemos, de noite, o corpo, e o transportamos para fora de Maqueronte. Nós fomos embalsamá-lo dentro de uma moitas de acácias, que havia lá perto, ao raiar do sol, com a ajuda de outros discípulos. Mas ainda ele foi tomado de nós para outras deformações. Porque ela não pôde destruí-lo, nem pôde perdoá-lo… E os seus escravos, por medo da morte, foram mais ferozes do que uns chacais, ao tomarem de nós aquela cabeça. 270.7Se tu estivesses lá, Manaém…

 Se eu estivesse lá… Mas é a maldição dela aquela cabeça… Em nada fica diminuída a glória do Precursor, ainda que seu corpo fique incompleto. Não é verdade, Mestre?

 É verdade. Mesmo que os cães o tivessem destruído, não se teria mudado sua glória.

 Nem ficou mudada a palavra dele, Mestre. Os seus olhos, ainda que maltratados e transformados em uma grande ferida, ainda estão dizendo “Não te é lícito.” Mas nós o perdemos –diz Matias.

 E nós agora somos teus, porque assim ele disse, dizendo também o que Tu já sabes.

 Sim. Há sete meses que já sois meus. Como foi que viestes?

 A pé, por etapas. Longo, difícil era o caminho, por cima de areias ardentes e expostas ao sol, mas mais ardente era a nossa dor. Há quase vinte dias que estamos caminhando…

 Agora, descansareis.

Manaém pergunta:

 Dizei-me: Herodes não estranhou a minha ausência?

 Sim. Primeiro ficou inquieto. E furioso depois. Mas, quando passou o seu furor, ele disse: “É um juiz a menos.” Isto foi o que nos contou o copeiro nosso amigo.

Jesus diz:

 Um juiz a menos! Ele tem Deus por Juiz. E basta isso. Vinde para onde nós dormimos. Estais cansados e empoeirados. Encontrareis as vestes e as sandálias dos nossos companheiros. Calçai-as e alimentai-vos. O que é de um, é de todos. Tu, Manaém, que és alto, podes pegar uma das minhas vestes. Depois, nós proveremos. Com o cair da tarde, pois estamos na vigília do sábado, os meus apóstolos estarão chegando. Na semana que vem, estará aqui Isaque com os discípulos dele. Mais tarde, virão Benjamim e Daniel e, depois da Festa dos Tabernáculos, Elias, Levi e José virão também. Já é tempo de aos doze se unirem outros. Agora, ide descansar.

Manaém os acompanha, e depois volta. 270.8Jesus fica com Manaém, e se assenta, pensativo, visivelmente triste, com a cabeça inclinada sobre a mão, e o cotovelo apoiado sobre o joelho. Manaém está sentado perto da mesa, e não se move. Seu rosto está escuro e parece uma tempestade que se aproxima.

Depois de muito tempo, Jesus levanta a cabeça, olha para ele, e pergunta:

 E tu, que farás agora?

 Ainda não sei… O plano de ficar em Maqueronte acabou-se. Mas, eu gostaria ainda de continuar junto à Corte, para saber… para Te proteger, quando soubesse.

 Para ti seria mais conveniente que me acompanhes sem demora. Mas Eu não obrigo. Virás, quando estiver desfeito, molécula por molécula, o velho Manaém.

 Eu gostaria também de tirar a cabeça daquela mulher. Ela não é digna de tê-la…

Jesus tem um pálido sinal de sorriso e, com sinceridade, diz:

 Além disso, ainda não estás morto para as riquezas humanas. Mas, tu me és querido do mesmo modo. Eu sei que não te perco, ainda que tenha de esperar. E Eu sei esperar…

 Mestre, eu gostaria de dar-te a minha generosidade para consolar-te…Por que Tu estás sofrendo. Eu o estou vendo.

 É verdade. Eu estou sofrendo. Muito! Muito!

 Somente por causa de João? Eu acho que não. Tu sabes que ele está em paz.

 Eu sei que ele está em paz, e não sinto como se estivesse longe.

 E então?

 E então!… Manaém, a aurora vem antes do quê?

 Antes do dia, Mestre. Por que o perguntas?

 Porque a morte de João vem antes do dia em que Eu vou ser o Redentor. E a parte humana de Mim freme, só diante desta ideia… Manaém, Eu vou para o monte. Fica tu aqui para receber a quem chegar e para socorrer os que já vieram. Fica aqui até a minha volta. Depois… farás o que quiseres. Adeus.

E Jesus sai do quarto. Desce devagar pela escadinha, atravessa a horta e, pela parte de trás dela, vai, por um pequeno caminho, esconder-se por entre umas plantações despojadas de folhas e algumas oliveiras, macieiras, videiras e figueiras. Depois, vai indo pela inclinação de uma pequena colina, onde desaparece da vista.

1 no Coelet, isto é, em Qoèlet 1‑2.


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