260. 260. Duas parábolas de Pedropara os camponeses da planície de Esdrelon.


22 de agosto de 1945.

260.1 Que estais fazendo, amigos, perto desse fogo? –pergunta Jesus, ao encontrar os discípulos ao redor de um fogo bem aceso, que solta labaredas no meio das primeiras sombras da tarde, junto a uma encruzilhada da planície de Esdrelon.

Os apóstolos ficam surpresos, por não o terem visto, quando Ele chegou, e se esquecem do fogo para aclamarem o Mestre. Parece que faz um século que não o veem. Depois, eles explicam:

 Silêncio. Nós apaziguamos uma briga entre dois irmãos de Jezrael, e eles ficaram tão contentes, que quiseram dar-nos um cordeiro cada um. Pensamos em assá-lo para darmos ao pessoal de Doras. Então, Miqueias de Jocanã os degolou e preparou, e agora vamos assá-los. Tua Mãe, com Maria e Susana foram avisar ao pessoal de Doras para virem, no fim da tarde, quando o intendente estiver fechado em casa, a embebedar-se. As mulheres atraem menos o olhar… Procuramos vê-los, quando passavam, com viandantes pelos campos, mas pouco conseguimos. Esta tarde, tínhamos resolvido reunir-nos aqui e dizer… alguma coisa mais para a alma, e fazê-los sentirem-se bem também no corpo, como Tu já fizeste nas outras vezes. Mas agora Tu estás aqui, e vai ser mais bonito.

 Quem iria falar?

 Ora!… Todos um pouco… Assim, de modo simples. Não somos capazes de fazer mais do que João. Zelotes e o teu irmão não querem falar, nem mesmo Judas de Simão, e até Bartolomeu se esquiva para não falar… Já andamos até discutindo por causa disso… –diz Pedro.

 E, por que não querem falar aqueles cinco?

 João e Simão, porque dizem que não fica bem que sejam sempre eles… Teu irmão, porque quer que eu fale e diz que, se eu nunca começo… Bartolomeu, porque… porque tem medo de falar demais como mestre e não saber convencê-los. Tu estás vendo quantas desculpas…

 E tu, Judas de Simão, por que não queres falar?

 Mas, pelas mesmas razões que os outros. Por todas elas juntas, pois que todas são justas…

 Muitas são as razões. Mas de uma delas ninguém falou. 260.2Agora Eu vou fazer o julgamento, um julgamento inapelável. Tu, Simão de Jonas, falarás como fala Tadeu, que fala com sabedoria. E tu, Judas de Simão, também falarás. Assim, uma das muitas razões, aquela que é conhecida por Deus e por ti, cessa de existir.

 Mestre, podes crer, não há outra… –procura rebater Judas.

Mas Pedro o domina, dizendo:

 Oh! Senhor! Eu falar, estando Tu presente? Não conseguirei! Tenho medo de que te rias.

 Tu não queres ficar sozinho; Tu não queres estar comigo. Que queres então?

 Tens razão. Mas… que devo dizer?

 Olha para o teu irmão, que está vindo com os cordeiros. Ajuda-o e, enquanto os assas, pensa nisso. Tudo serve para achar assunto.

 Até um cordeiro sobre brasas? –pergunta, incrédulo, Pedro.

 Até isso. Obedece.

Pedro solta um suspiro muito sentido, mas não responde mais. Vai ao encontro de André e o ajuda a enfiar os animais em um pau aguçado que serve de espeto, e põe-se a vigiar a assadura, com uma concentração tal no rosto que mais parece um juiz no momento da sentença.

 Vamos ao encontro das mulheres, Judas de Simão –ordena Jesus.

E lá vai Ele, para o lado dos campos sem vida de Doras.

 Um bom discípulo não despreza o que o Mestre não despreza, Judas –diz, pouco tempo depois, e sem preâmbulos.

 Mestre, eu não desprezo. Mas, como Bartolomeu, eu também acho que não vou ser entendido, e prefiro calar.

 Natanael age assim, por medo de não fazer o que Eu desejo, ou seja, iluminar e consolar os corações. Ele também faz mal, porque não tem confiança no Senhor. Mas tu fazes um mal muito maior, porque em ti o que há, não é o medo de não ser entendido, mas o desdém por teres que fazer-te entender por pobres camponeses, que são ignorantes em tudo, mas não na virtude. Nesta, em verdade, eles estão acima de muitos dentre vós. Tu ainda não entendeste nada, Judas. O Evangelho é, de fato, a Boa Nova levada aos pobres, aos doentes, aos escravos, aos desconsolados. Depois será levada também aos outros. Mas é justamente para que os infelizes de todas as infelicidades recebam ajuda e conforto é que ela lhes é dada.

Judas inclina a cabeça, e não responde.

260.3Do lado de uma moita de viçosas folhagens, aparecem Maria, Maria de Cléofas e Susana.

 Mãe, te saúdo! A paz esteja convosco, mulheres!

 Meu Filho! Eu fui até àqueles… torturados. Mas recebi uma notícia boa para não deixar-me sofrer além da medida. Doras conseguiu livrar-se destas terras, e Jocanã as adquiriu. Não é um paraíso…Mas, já não é mais aquele inferno. Hoje mesmo o intendente disse isso aos camponeses. Ele, Doras, já saiu de lá, levando embora em seus carros até o último grão de trigo, deixando todos sem o que comer. E posto que o vigilante de Jocanã tem para hoje alimento só para os seus, os de Doras teriam que estar sem comer. Foi, pois, providencial ganharmos aqueles cordeiros!

 Providencial é também que não sejam mais de Doras. Nós vimos as casas deles. Umas pocilgas… –diz, escandalizada, Susana.

 Estão muito felizes aqueles pobrezinhos! –termina Maria de Cléofas.

 Eu também estou contente. Sempre estarão melhor do que antes –diz Jesus, que se vira para os apóstolos.

João de Endor o alcança, com moringas cheias d’água, que ele vem trazendo junto com Hermasteu:

 Elas nos foram dadas pelos homens de Jocanã –explica ele depois de ter feito uma reverência a Jesus.

Voltam-se todos para o lugar, onde estão procurando assar bem os dois cordeiros, por entre densas nuvens de fumaça gordurosa. Pedro continua a virar o seu espeto e, nesse intervalo, está revolvendo também os seus pensamentos. Judas Tadeu, por sua vez, segurando abraçado pela cintura o seu irmão, vai para a frente e para trás, falando animadamente com ele. Os outros, uns trazem mais lenha, outros preparam… a mesa, indo buscar pedras grandes, que vão servir de cadeiras ou de mesa. Eu não sei. Chegam os camponeses de Doras. Estão bem mais magros e esfarrapados. Mas parecem mais felizes! São uns vinte, e entre eles não há nenhuma criança e nenhuma mulher. Pobres homens sozinhos…

 A paz esteja com todos vós, e bendigamos juntos ao Senhor, por vos ter dado um patrão melhor. Bendigamo-lo, rezando pela conversão daquele que tanto vos fez sofrer. Não é verdade? Estás feliz, avô? Eu também. Poderei vir mais vezes com o menino. Já te disseram? Estás chorando de alegria, não é mesmo? Vem, vem, sem temor… –diz Jesus falando com o avô de Marziam, o qual lhe beija as mãos, todo inclinado, chorando e murmurando:

 Não peço nada mais ao Altíssimo. Ele me deu mais do que eu poderia pedir. Agora eu quero morrer, por medo de viver ainda tanto, que pudesse ainda cair nos meus sofrimentos.

Um pouco acanhados por estarem com o Mestre, os camponeses desabafam logo, quando, sobre grandes folhas, estendidas sobre as pedras, que para ali haviam sido levadas antes, veem eles que estão sendo colocados à mesa os dois cordeiros, e que são cortadas as partes, e que vão sendo apoiadas cada uma delas sobre uma fogaça grande e chata, que lhes serve de prato, e nessa altura eles já estão tranquilos, em sua simplicidade, e comem alegremente, saciando toda aquela fome acumulada, e contando casos dos últimos acontecimentos

Um diz:

 Eu sempre amaldiçoei os gafanhotos, as toupeiras e as formigas. Mas, de agora em diante, todos eles me parecerão mensageiros do Senhor. Porque é pelo trabalho deles que nós saímos daquele inferno.

E, ainda que comparar as formigas e os gafanhotos com as fileiras dos anjos seja um pouco exagerado, contudo, ninguém ri, porque todos percebem o que há de trágico, o que está contido naquelas palavras.

As labaredas de fogo iluminam a reunião de pessoas, mas os rostos delas não estão virados para o fogo, e mal elas podem olhar para o que lhes está na frente. Porque os olhares convergem para o rosto de Jesus, afastando-se dele só por alguns instantes, quando Maria de Alfeu, que está ocupada em repartir as partes de carne, torna a colocar outras porções de carne sobre as fogaças dos esfaimados camponeses, e termina seu trabalho enrolando dois pernis assados em outras grandes folhas, e diz ao velho parente de Marziam:

 Segura. Aí já tereis para amanhã uma porção para cada um, enquanto o vigia do Jocanã estiver tomando as providências.

 Mas, vós…

 Nós andamos mais depressa. Pega, pega, homem.

Dos dois cordeiros, não sobram senão os ossos descarnados e um forte cheiro de gordura derramada, que ainda está esturrando sobre a lenha que, aos poucos, vai-se apagando, ficando a sua luz substituída agora pelo clarão do luar.

260.5Os camponeses de Jocanã também se unem aos outros. Agora é hora de falar. Os olhos azuis de Jesus se levantam, procurando Judas Iscariotes, que foi se colocar perto de uma árvore, para pôr-se um pouco à sombra. E, vendo que ele parece não estar compreendendo o seu olhar, Jesus o chama com alta voz: “Judas!” Aí, é forçoso levantar-se e ir até Jesus.

 Não te afastes. Eu te peço que evangelizes no meu lugar. Eu estou muito cansado. E, se Eu não tivesse chegado esta tarde, com certeza vós é que teríeis que falar!

 Mestre… eu não sei o que dizer. Faze-me pelo menos as perguntas.

 Não sou Eu que as devo fazer. Dizei-me vós: tendes o desejo de ouvir ou de ter as explicações? –pergunta Ele aos camponeses.

Os homens se olham uns aos outros… e estão na dúvida… Finalmente um dos camponeses pergunta:

 Nós já ficamos conhecendo o poder do Senhor e a sua bondade. Mas sabemos ainda muito pouco de sua doutrina. Talvez agora vamos poder sabê-la melhor, agora que estamos com Jocanã. Mas em nós é viva a vontade de saber quais são as coisas indispensáveis, e que se hão de fazer para conseguir o Reino que o Messias promete. Com as poucas coisas que podemos fazer, será que poderemos consegui-lo?

Judas responde:

 É verdade que vos encontrais em condições muito dolorosas. Tudo em vós e ao redor de vós conspira contra vós, para afastar-vos do Reino. A liberdade que não tendes para virdes ao Mestre, quando o desejais, a condição de servos de um patrão que, se não é uma hiena como Doras, é, pelo que estamos vendo, um molosso, que segura bem seguros os seus servos, nos sofrimentos e no aviltamento em que estais, e tudo isso são outras tantas condições desfavoráveis para que sejais escolhidos para o Reino. Porque dificilmente deixarão de existir em vós os ressentimentos e os sentimentos de rancor, de crítica e de vingança contra aquele que vos trata duramente. Pois o mínimo necessário é que ameis a Deus e ao próximo. Sem isso, não há salvação. Vós deveis vigiar para conterdes o vosso coração em uma submissão passiva à vontade de Deus, que se mostra claramente nessa vossa presente condição e em uma paciente tolerância para com o vosso patrão, deixando até de permitir ao vosso pensamento a liberdade de um julgamento, que certamente não poderia ser benévolo para com o patrão, nem de agradecimento para com a vossa… para com o vosso… Afinal, não deveis ficar pensando, para que não haja rebeliões entre vós, rebeliões que matariam o amor. E, quem não tem amor, não tem salvação, porque vai contra o primeiro mandamento. Eu, porém, estou quase certo de que vós podereis salvar-vos, porque vejo em vós a boa vontade, unida a uma mansidão de espírito, que dá boa esperança de que sabereis conservar longe de vós o ódio e o espírito de vingança. Além disso, a misericórdia de Deus é tão grande, que vos perdoará o que vos falta ainda para a vossa perfeição.

260.6Fazem silêncio. Jesus está com a cabeça muito inclinada e não se vê qual a expressão do seu rosto. Mas os rostos dos outros podem ser vistos. E não são, na verdade, rostos de gente feliz. Os dos camponeses estão mais desanimados do que antes, os dos apóstolos e das mulheres estão assustados, eu quase diria: espantados.

 Nós vamos esforçar-nos para não deixar que se levante em nós nenhum pensamento que não seja de paciência e de perdão –responde humildemente o velho.

Mas um outro camponês suspira:

 Certamente vai ser difícil chegar à perfeição do amor, pois para nós já é muita coisa não nos termos tornado ainda assassinos de nossos torturadores! Nosso espírito sofre, sofre muito, se é que não odeia a dificuldade para amar, como aqueles meninos muito magros, que sentem dificuldade para crescer….

 Mas, não é assim, homem. Eu, ao contrário, acho que, justamente porque já sofrestes tanto, sem que tenhais chegado a ser assassinos e vingativos, por isso, tendes ânimo mais forte do que o nosso no amor. Vós amais, até sem o perceberdes –diz Pedro, para consolá-los.

260.7Aí, ele percebe que falou e se interrompe para dizer:

 Oh! Mestre!… Mas… me disseste que eu devia falar… e buscar assunto até no cordeiro que eu estava assando. Eu continuei a olhar para ele, procurando palavras boas para estes nossos irmãos, para as necessidades deles. Mas, certamente porque eu sou um estulto, nada encontrei de apropriado, e não sei como, em pensamento já me encontrava muito longe dali, em pensamentos que eu não sei dizer se eram extravagantes e, nesse caso, seriam certamente meus, ou santos, e nesse caso certamente teriam vindo do Céu. Eu os vou dizendo, assim que eles forem chegando e Tu, Mestre, me darás a explicação deles, ou a tua reprovação, e todos vós tende compaixão de mim.

Eu estava olhando, primeiramente para as labaredas, e veio-me este pensamento: “Aí está! De que é feita a labareda? Da lenha. Ora, a lenha, por si mesma, não solta labaredas. Pelo contrário, se não estiver bem enxuta, nem pega fogo, porque a água a torna pesada e impede que a isca a acenda. A lenha, quando secou, chega até a apodrecer, a ser esfarinhada pelos carunchos, mas, por si mesma não pega fogo. No entanto, se alguém a coloca de modo conveniente, aproximando-se dela a isca e o fuzil, depois se faz sair a faísca, que cria condições para que se erga a chama, quando se sopra sobre gravetos finos, para aumentá-la, pois se há de começar sempre com coisas mais leves, então surge a chama, que se mostra bela e útil, e se vai estendendo sobre tudo, até sobre a lenha mais grossa.” E eu dizia a mim mesmo: “Nós somos a lenha. Por nós mesmos, não nos acendemos. Mas é preciso que haja em nós o cuidado para não estarmos por demais impregnados das pesadas águas da carne e do sangue, para deixarmos que a chama nasça, após a faísca. E devemos desejar ser queimados, porque, se ficarmos inertes, poderemos ser destruídos pelas intempéries e pelos carunchos, isto é pela nossa humanidade e pelo demônio. E, se nos abandonarmos ao fogo do amor, ele começará a queimar em nós os gravetos mais finos e os destruirá, e os gravetos, a meu ver, eram as imperfeições, e depois crescerá e se estenderá por sobre a lenha mais grossa, isto é, as paixões mais fortes. E nós, que somos a lenha material, dura, opaca e até feia, nos transformaremos naquela bela, incorpórea, ágil e brilhante coisa, que é a labareda. E tudo isso porque estaremos entregues ao amor que é o fuzil e a isca que, do nosso miserável ser de homens pecadores, fazem o anjo do tempo futuro, o cidadão do Reino dos Céus.” E isso foi um pensamento.

260.8Jesus levantou um pouco a cabeça, e está escutando, de olhos fechados, com um leve sorriso sobre os lábios. Os outros estão olhando para Pedro, ainda assustados, mas não espantados.

Ele, então, continua tranquilamente:

 Um outro pensamento me veio, quando estava olhando para os animais, que estavam sendo assados. Não digais que eu sou infantil em meus pensamentos. O Mestre me disse que eu os procurasse naquilo que eu estivesse vendo… E eu obedeci.

Por isso, eu olhava para os animais, e dizia a mim mesmo: “Aí estão eles. São dois inocentes, dois mansos. A nossa Escritura está cheia de doces alusões1 ao cordeiro, tanto para recordar Aquele que é o Messias prometido e Salvador, desde que foi mostrado no cordeiro mosaico, como para dizer que Deus terá piedade de nós. Isto é o que dizem os profetas. Ele vem reunir suas ovelhas, socorrer as que estão feridas, levar sobre os ombros as machucadas. Quanta bondade!”, eu dizia. “Como é preciso não ter medo de um Deus, que promete tanta piedade para nós, miseráveis. Mas”, dizia eu ainda, “é preciso sermos mansos, pelo menos mansos, uma vez que inocentes não somos. Mansos e desejosos de ser consumidos pelo amor. Porque até o mais belo e puro dos cordeirinhos, o que se torna, depois de o terem matado, se a labareda não o assar? Torna-se carniça podre. Ao passo que, se o fogo se estende sobre ele, ele se torna alimento sadio e abençoado.”

E eu concluía: “Enfim, todo bem é feito pelo amor. Este nos despoja do peso da humanidade, e nos torna brilhantes e úteis, torna-nos bons para com os irmãos e agradáveis a Deus. Ele purifica as nossas boas qualidades naturais, elevando-as a uma altura tal, que tomam o nome de virtudes sobrenaturais. E quem é virtuoso, é santo. E quem é santo, possui o Céu. Portanto o que nos abre os caminhos da perfeição não é a ciência, nem o medo. Mas é o amor. Este, muito mais do que o temor do castigo, nos conserva longe do mal, pelo desejo de não entristecer o Senhor. Ele nos faz compadecer-nos dos irmãos e amá-los, porque eles vêm de Deus. Por isso, o amor é a salvação e a santificação do homem.” Estas eram as coisas que eu estava pensando, ao olhar para o meu assado, e obedecendo a meu Jesus. E perdoai, por serem só estas. Mas a mim elas já fizeram bem. Eu vo-las dou na esperança de que façam bem a vós igualmente.

260.9Jesus abre os olhos e eles estão radiantes. Estende o braço e põe a mão sobre o ombro do Pedro:

 Na verdade, tu achaste as palavras que devias. A obediência e o amor as fizeram encontrar e a humildade e o desejo de dar uma consolação aos irmãos farão delas outras tantas estrelas a brilhar no céu escuro deles. Deus te abençoe, Simão de Jonas!

 Deus te abençoe, Mestre meu! E tu, não falas?

 Amanhã eles irão ficar sob a nova dependência. Eu abençoarei a entrada deles nela, com a minha palavra. Agora, ide em paz e Deus esteja convosco.

1 alusões, por exemplo, em Isaías 53,7; Jeremias 11,19; cordeiro mosaico, preescrito em Êxodo 12,1-11; dizem os profetas, como em Jeremias 23,3; Ezequiel 34,11-16.


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