511. 511. Em casa de João de Nobe,ainda um louvor à CorredentoraMesquinharias de Judas Iscariotes.
11 de outubro de 1946.
511.1Jesus está em Nobe e aí deve ficar por pouco tempo, pois está organizando e dividindo em três grupos de quatro pessoas os seus doze, para distribuí-los pelas casas. Consigo Ele tem Pedro, João, Judas Iscariotes e Simão, o Zelotes, enquanto que Tiago de Zebedeu está à frente do grupo composto por Mateus, Judas de Alfeu e Filipe. Para o terceiro é proposto Bartolomeu como chefe, e a ele ficam sujeitos Tiago de Alfeu, André e Tomé.
– Ireis aos lugares onde se ofereceram para acolher-vos, depois da ceia, e voltareis aqui pela manhã, e Eu vos direi o que tereis que fazer. Nas horas das refeições estaremos juntos. Lembrai-vos daquilo que muitas vezes Eu vos disse: que deveis preparar a minha Doutrina também pelo modo de vida e de convivência entre vós e com quem vos acolher. Portanto, sede sóbrios, pacientes, honestos no falar, no fazer, no olhar, de tal modo que a justiça emane de vós como um perfume. Vós vedes como os olhos do mundo estão sempre sobre nós, para caluniar-nos ou para estudar-nos, e também por veneração. Mas estes são em número menor entre os muitos olhos que nos observam. Contudo, com esses poucos devemos tomar muito cuidado, porque sobre a fé deles aparece o entulho do mundo, para esmigalhá-la, e tudo lhes serve de arma para destruir o amor dos bons para comigo e, portanto, também para convosco. Não ajudeis, pois, ao mundo com um modo de vida não santo, e não torneis mais pesado o trabalho daqueles que devem defender a própria fé das insídias dos meus adversários, sendo para eles objeto de escândalo. O escândalo faz ficar perplexas as almas, as afasta, as enfraquece. Ai do apóstolo que é escândalo para as almas. Ele peca contra o seu próximo e contra o rebanho de Deus. Eu confio em vós. Não façais que à minha dor, que já é tão grande, venha unir-se uma outra dor, que por vós tenha sido causada.
– Não temas, Mestre. De nós não te virá dor, a não ser que Satanás nos extravie todos –diz Bartolomeu.
511.2Entra Anastásica, que está na cozinha com Elisa, e diz:
– A ceia está pronta, Mestre. Desce enquanto ela está quente. Assim te restaurarás.
– Vamos.
E Jesus se levanta, acompanhando a mulher, descendo pela escadinha da sala alta, onde já estão preparadas as enxergas, e vai até à pequena horta. E da horta passa para a cozinha, que está com um ar alegre, por causa do fogo que está aceso.
Aí está o velho João, perto do fogo, e Elisa, que está toda atarefada ao redor das comidas, e que se volta, com um sorriso materno, e fica olhando Jesus que vai entrando; e que se apressa com uma grande tigela de trigo, ou cevada, cozido no leite, como ela já viu Maria do
Alfeu fazer em1 Nazaré, antes da partida de João e de Síntica.
– Eis aí. Eu me lembrei de que Maria do Cléofas me disse que gostas disso. E tinha guardado o mel mais bonito para fazer um também para Marziam. Pena que o menino não tenha vindo…
– Nique o entreteve com Isaque, visto que amanhã pela manhã eles partem, e ela se aproveita do carro até Jericó, para cumprir a missão que tu sabes…
– Que missão, Mestre? –pergunta interessado Iscariotes.
– Uma missão muito feminina. Amamentar uma criança. Com a diferença de que a criança não precisa de leite, mas de fé, porque é criança no espírito. A mulher, porém, é sempre mãe, e sabe fazer essas coisas. E quando ela compreende, tem o valor de um homem. E, além disso, tem a força de sua doçura materna.
– Como és bom para conosco, Mestre! –diz Elisa, acariciando-o com o seu olhar.
– Eu digo a verdade, Elisa. 511.3Nós de Israel, e não somente nós, estamos habituados a ver a mulher e a pensar nela como um ser inferior. Não. Se ela está sujeita ao homem, como é de justiça, se é atingida pelo castigo por causa do pecado de Eva, se sua missão está destinada a desenvolver-se por entre véus e sombras, sem atos e reclamações ruidosas, se tudo nela fica sufocado como por um véu, não é ela por isso menos forte e menos capaz do que os homens. Mesmo sem recordar os nomes das grandes mulheres de Israel, Eu vos digo que há muita força no coração da mulher. No coração. Como a nós homens, na mente. Eu vos digo que está para mudar a posição da mulher, quanto aos costumes e quanto a muitas outras coisas. E será justo, porque, como Eu obtenho para todos os homens a graça e a redençao2, assim a Mulher obterá para as mulheres, de um modo especial.
– Uma mulher? E como queres que uma mulher redima? diz, rindo-se –Judas de Keriot.
– Em verdade, Eu te digo que Ela já está redimindo. Sabes, tu, o que é redimir?
– Certamente que eu sei! É livrar do pecado.
– Sim. Mas livrar do pecado não adiantaria muito, porque o adversário é eterno e voltaria a armar insídias. Mas do Jardim terrestre veio uma voz, a Voz de Deus, dizendo: “Eu porei inimizade entre Ti e a mulher… Ela te esmagará a cabeça e tu lhe darás botes no calcanhar.” Não mais do que uma cilada, porque a mulher terá, e já tem em si, o que é necessário para vencer o adversário. Mas logo Ela aparecerá aos olhos do mundo e as mulheres se tornarão fortes com Ela.
– Que Tu redimas, tudo bem. Mas que uma mulher possa… Eu não aceito isso, Mestre.
– Mas não te lembras de Tobias e do seu canto3?
– Sim. Mas ele fala de Jerusalém.
– Mas será que Jerusalém ainda tem um Tabernáculo onde esteja Deus? Pode Deus ficar vendo, lá de sua glória, os pecados que se consumam lá dentro das paredes do Templo? Um outro Templo era necessário, e que fosse santo, e fosse uma estrela para reconduzir ao Altíssimo os que estão no erro. E isto temos na Corredentora que pelos séculos dos séculos se alegrará por ser a mãe dos redimidos. “Tu brilharás com uma luz esplêndida. Todos os povos da Terra se prosternarão diante de ti. As nações a ti virão trazendo presentes, em ti adorarão o Senhor. Invocarão o teu grande nome. Aqueles que não te ouvirem estarão entre os malditos, e benditos serão aqueles que se aproximarem de ti… Serás feliz em teus filhos; porque eles serão os benditos junto do Senhor.” O verdadeiro cântico da Corredentora. E já se está cantando no Céu pelos anjos que têm a visão dele… A nova e celeste Jerusalém começa por Ela. Oh! Sim, isto é verdade. E o mundo a ignora. E a ignoram os obscuros rabis de Israel…
Jesus mergulha em seus pensamentos…
511.4– Mas de quem é que Ele está falando? –pergunta Iscariotes a Filipe, que está perto dele.
E antes que este responda, Elisa, que está pondo sobre a mesa alguns queijos, azeitonas pretas, diz, mostrando um pouco de estranheza:
– Ele está falando de sua Mãe. Ainda não compreendeste?
– Mas eu nunca fiquei sabendo que ela tenha sido citada pelos profetas como mártir… Só se fala do Redentor e…
– E tu achas que só existe a tortura da carne? E não sabes que esta é um nada em comparação com a dor daquela que verá morrer o seu Filho? A tua mente, eu não falo do teu coração, pois não sei que palpitações ele tem, a tua mente, da qual tanto de gabas, não te diz que dezenas de vezes uma mãe seria capaz de submeter-se à tortura e à morte para não ouvir as lamentações de seu filho? Homem, tu és homem, e conheces o que é o saber. Eu não sou mais do que mulher e mãe, mas eu te digo que tu és mais ignorante do que eu, porque não conheces nem o coração de tua mãe…
– Oh! Tu estás me ofendendo!
– Não. Eu sou velha e estou te aconselhando. Torna mais sagaz o teu coração e evitarás o pranto e o castigo. Faze assim, se podes.
Os apóstolos, especialmente Judas de Alfeu, Tiago de Zebedeu, Bartolomeu e o Zelotes olham uns para os outros com olhadelas rápidas, e inclinam a cabeça para ocultar o sorrisinho que se lhes aflora sobre os lábios ao ouvirem a palavra franca ao apóstolo que se julga perfeito. Jesus, sempre absorto, não ouve nada.
Elisa se volta para Anastásica, e diz:
– Vem. Enquanto eles terminam a refeição, vamos arrumar mais duas camas, pois três só são poucas –e faz o gesto de sair.
– Elisa, certamente não precisareis dar as vossas! –exclama Pedro–. Não fica bem. Eu e João podemos dormir em cima das mesas. Estamos acostumados.
– Não, Simão. Nós temos grades e esteiras. Mas estão guardadas. Agora vamos colocá-las sobre cavaletes.
E sai com a outra. Os apóstolos, cansados, estão cochilando e se aproveitando do calor da cozinha. Jesus continua pensando, com o cotovelo apoiado sobre a mesa e a cabeça apoiada na mão.
511.5Uma batida à porta. Tomé, que está mais perto dela, levanta-se para abrir, e exclama:
– Tu, José?! E com Nicodemos?! Entrai! Entrai!
– A paz esteja contigo, Mestre, e com os moradores desta casa. Nós estamos indo para Ramá. Foi Nicodemos que me convidou a ir lá. De passagem por aqui, nós dissemos: “Vamos parar aqui para saudar o Mestre.” Nós queríamos só ver se… tens sido importunado ainda, visto que foram procurar-te em casa de José. Já te procuraram em todos os lugares, depois que tu curaste aquele cego. Não passaram para além dos muros, é verdade. Não moveram do lugar nem mesmo uma cadeira, para não profanarem o sábado, e por isso se julgam puros. Mas para procurar-te, acompanhando Bartolomeu, oh! Eles passaram bem além dos muros.
– E como ficaram sabendo se o Mestre nada fez na estrada? –pergunta Mateus.
– É verdade. Nem nós sabíamos que ele estava curado. Fomos para a sinagoga e de lá fomos saudar Nique, Isaque e Marziam, que estavam em casa dele. E depois, quando o sol se pôs, logo viemos para cá –diz Pedro.
– Vós não sabíeis. Mas os enviados pelos fariseus ficaram sabendo. Vós não os vistes. Dois deles estavam presentes quando o Mestre tocou nos olhos do cego. Havia muitas horas que estavam esperando.
– Mas como pode ser isso? –pergunta Judas de Keriot, com um ar de inocente.
– É a mim que o perguntas?
– É uma coisa estranha e por isso pergunto.
– Coisa mais estranha é que sempre, de uns tempos para cá, onde está o Mestre, lá estão os espiões.
– Os abutres vão ao lugar onde está a presa e os lobos, para perto do rebanho.
– E os ladrões, onde algum cúmplice lhes disse que está a caravana. Tu disseste bem.
– Que queres insinuar?
– Nada. Eu completei o teu provérbio, aplicando-o aos homens. Porque Jesus é homem e homens são aqueles que lhe armam ciladas.
511.6– Conta, José, conta –dizem muitos.
– Se o Mestre quiser, eu vim para contar.
– Fala –diz Jesus.
E José conta minuciosamente tudo o que ele notou, mas omitindo um particular, de que foi Judas que falou ao cego qual a casa em que Jesus estava. Os comentários foram muitos, cheios de ódio e de sentimentos, conforme os diferentes corações. E Judas Iscariotes é, conforme as aparências, o que está mais aflito e inquieto. Ele está contra todos, especialmente contra aquele cego imprudente, que veio se colocar no caminho de Jesus, no dia de sábado, confiando na bondade do Mestre…
– Oh! Mas foste tu que lhe mostraste! Eu estava perto de ti e ouvi
–diz, espantado, Filipe.
– Mostrar não quer dizer mandar fazer.
– Ah! Eu também acho que não irias tomar a liberdade de mandar o Mestre fazer… –diz Tadeu.
– Eu? Mas é tudo ao contrário. Eu somente lhe mostrei para pedir explicações.
– Sim. Mas mostrar, às vezes, já é tentar fazer. E isso tu fizeste
–replica Tadeu.
– Tu o dizes, mas não é verdade –afirma descaradamente Judas.
– Tu dizes que não é verdade? Estás seguro disso? Seguro como de estares vivo e de não teres nunca falado de Jesus ao cego e, muito menos, de tê-lo instigado a ir fazê-lo logo, antes que Jesus deixasse a cidade? –pergunta José de Arimateia.
– Mas com certeza! E quem é que teria ido falar com aquele homem? Eu certamente que não. Pois eu estou sempre com o Mestre, dia e noite, e, se não estou com Ele, estou com os companheiros.
– Eu pensava que o tivesses feito ontem, quando saíste com as mulheres –diz Bartolomeu.
– Ontem! Gastei menos do que uma andorinha em voo, para ir e voltar. Como eu teria podido ir procurar o cego, achá-lo e falar-lhe em tão pouco tempo?
– Podias tê-lo encontrado.
– Eu nunca o vi!
– Então aquele homem é mentiroso, porque disse que tu lhe havias dito que viesse, e para onde, e como fazer. E que tu lhe havias garantido que Jesus te teria atendido… –diz José de Arimateia.
Judas o interrompe, com violência:
– Basta! Basta! Ele bem merece ficar cego de novo por todas as mentiras que diz! Eu, eu posso jurar pelo Santo que só o conheço de vista e que nunca lhe falei.
– Na verdade, assim basta. Tua alma vai pelo caminho reto, ó Judas de Keriot, que não temes a Deus, pois sabes que tuas ações são santas. Tu… feliz de ti, que não temes nada –diz-lhe José, olhando severamente para ele, olhando com uns olhares que parecem atravessá-lo.
– Eu não tenho medo, não, porque sou sem pecado.
– Todos nós pecamos, Judas. E ainda bem, se soubermos arrepender-nos depois dos primeiros pecados, e não deixarmos que eles cresçam em número e malícia!, diz Nicodemos, que ainda não falou até agora.
511.7E depois se volta para o Mestre, e diz:
– É uma pena que José de Séforis tenha sido ameaçado de ser expulso da sinagoga se te acolher ainda, e Bartolomeu já foi expulso dela. Para lá ele se havia dirigido com seu pai e sua mãe. Mas uns fariseus o estavam esperando na sinagoga e o proibiram de entrar, e pronunciaram contra ele o anátema.
– Mas isso é demais! Até quando, ó Senhor… –gritam muitos.
– Paz! Paz! Não é nada. Bartolomeu está no caminho do Reino. E, então, que terá ele perdido? Ele está na luz. E, então, não é ele filho de Deus mais do que antes? Oh! Não confundais os valores! Paz! Paz! Não iremos mais nem a casa de José… Não me agrada que Isaque tenha recebido instruções para conduzir para lá a minha Mãe e Maria de Alfeu… Mas isso teria sido só por poucas horas, pois já houve quem tomasse providências.
E, dirigindo-se a João de Nobe, diz:
– Pai, tu tens medo do Sinédrio? Tu estás vendo quanto custa dar hospedagem ao Filho do homem… Já estás velho… Eis um israelita fiel. Poderias ser expulso da sinagoga em teus últimos sábados. Poderias suportar isso? Fala com sinceridade, e se tiveres medo, Eu irei embora. Alguma caverna haverá ainda nos montes de Israel para o Filho de Deus…
– Eu, Senhor? Mas a quem queres que eu tema a não ser a Deus? Eu não temo a boca do sepulcro. Pelo contrário, eu olho para ele como uma coisa amiga. E queres que eu tenha medo da boca dos homens? Temeria somente o juízo de Deus se, por medo dos homens, eu expulsasse de minha casa a Jesus, o Cristo de Deus!
– Está bem. Tu és um justo… Eu ficarei aqui quando não estiver nas cidades vizinhas, como quero fazer uma vez mais.
– Vais a Ramá, à minha casa, Senhor? –diz Nicodemos.
– E se isso te prejudicar?
– Por acaso não te convidam os fariseus com más intenções? E não poderia eu fazê-lo, para estudar o teu coração?
– Sim, Mestre. Vamos para Ramá. Meu pai se sentirá muito feliz, se estiver em casa. E se não estiver, como muitas vezes acontece, quando retornar encontrará a tua bênção –suplica Tomé.
– Iremos a Ramá, em primeiro lugar. Amanhã…
511.8– Mestre, nós te deixamos. Aí fora estão nossas cavalgaduras, e estaremos em Ramá antes do fim da segunda vigília. A lua, como um sol pálido, clareia os caminhos. Adeus, Mestre. A paz esteja contigo
–diz Nicodemos.
– A paz esteja contigo, Mestre… e escuta um conselho bom de José, o Ancião. Sê um pouco astuto. Olha ao redor de ti. Abre os olhos e fecha os lábios. Faze, e nunca digas antes o que queres fazer… E não vás a Jerusalém por algum tempo; e se lá fores, não pares no Templo mais do que o tempo necessário para rezar. Estás me entendendo? Adeus, Mestre. A paz esteja contigo.
José destaca bem as palavras que eu sublinho. E enquanto as ia dizendo, fixava firmemente Jesus. Eram um aviso aqueles olhares.
Saem da pequena horta que está sob o luar. Desatam dois fortes asnos, que estavam amarrados ao tronco da nogueira, montam e se vão pela estrada deserta e branca…
Jesus entra de novo na cozinha com os seus.
– Mas que terá ele querido dizer, afinal?
– E como teriam eles conseguido saber?
– E que farão a José de Séforis?
– Nada. Só palavras. Nada mais do que palavras. Não penseis mais nisso. São coisas passadas e sem consequências. Vamos. Rezemos a oração e separemo-nos nesta noite. “Pai nosso…”
E os abençoa, olha-os partindo, depois sobe com os quatro que Ele conservou consigo ao quarto onde estão as camas.
1 fazer em, em 314.2.
2 graça e redenção… obterá, não por mérito próprio exclusivo, mas porque, como se lerá mais abaixo, tem em si o que vence o Adversário, isto é, tem em si Jesus-Redentor, como um Tabernáculo no qual seja Deus. O tabernáculo traz bem a imagem da Mãe que contém o filho (“quem entra n’Ela encontra o Senhor” se dirá em 525.7), do qual Ela se torna, desta vez por próprio mérito exclusivo, sócia a tal ponto (especialmente na dor, como está ilustrado nas notas ao texto de 242.6 e di 612.7 e colocado em evidência em 23.9 - 346.4 - 436.4/6 - 455.4 - 568.4/5 com nota - 587.7/8 - 603.2 - 610.16 - 642.9 - 649.4.7) a ser chamada Corredentora e Mãe dos redentos.
3 canto, que está em Tobias 13, parte citada que inicia o verso 13.
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