456. 456. Despedida de Gamala e chegada a Afeca.Admoestação da viúva Sara e milagre em sua casa.


13 de julho de 1946.

456.1 Devem ter pernoitado em Gamala, porque agora é manhã, uma manhã de vento. Talvez isso seja também por sua posição e pela construção feita em degraus, que descem desde o alto da cidade até o limite dos muros, que são muito maciços, feitos com portões também maciços, de ferro, justamente como portões de uma fortaleza. Esta cidade tem como privilégio este vento tão agradável nestas terras do Oriente. Se bonita ela me pareceu ontem, à hora em que ela estava toda ensolarada, muito mais bonita me parece agora. As casas, dispostas como estão, não criam obstáculo para a vista do vasto panorama, porque o terraço de uma está no nível do terreno da que está na rua de cima, de modo que todas as ruas parecem formar um longo terraço do qual se pode ver até o horizonte. É um horizonte que do cume do monte pode ser visto por todos os lados, e, mais para baixo só a metade dos lados, mas sempre vasto e belíssimo.

Aos pés do monte, o verde dos bosques de carvalho ou dos campos forma um castão de esmeralda, do lado de lá do grande vale que rodeia a colina de Gamala. Depois, do lado do oriente, a perder de vista, estão as culturas das regiões mais altas do altiplano (Parece-me que são chamadas assim as vastas e baixas elevações da crosta terrestre, mas, se eu estiver errada, peço que corrijam em meu nome, não tendo eu um dicionário ao alcance da mão, e estando sozinha no meu quarto, impossibilitada por isso de ter o vocabulário que está sobre a escrivaninha, a menos de três metros de mim. Digo isto para lembrar que quem escreve é uma crucificada em seu leito).

Para além das vastas regiões mais altas, os montes da Auranítide, até para além dos altos picos do Basã, e ao sul, a faixa fértil entre o azul do Jordão e a elevação compacta e contínua, que fica a leste do rio, e que é como um contraforte do vasto acrócoro, e ao norte, os longínquos montes da cadeia libanesa sobre os quais, como em um trono, está o Hermon, esfumado em mil cores, a esta hora da manhã. E lá em baixo, no ocidente próximo, fica esta gema, que é o Mar da Galileia. É realmente uma gema, ligada a um colar azul, de um azul diferente do Jordão imissário e emissário do lago, mais estreito lá por onde penetra e mais volumoso lá onde começa sua corrida para o sul, brilhando ao sol, placidamente, por entre suas margens verdes, verdadeiramente bíblico. O pequeno lago de Meron não se vê, escondido como está por detrás das colinas, que ficam ao norte de Betsaida, mas pode-se imaginar sua presença pelo viçoso verde do campo, pelos arredores, que depois se prolonga, a noroeste por entre o Mar da Galileia e o Meron, na planície onde está Corozaim. Parece-me ter ouvido outras vezes os apóstolos dizerem que é a planície de Genezaré.

456.2 Jesus se deixa acompanhar pelos moradores que, com orgulho por sua terra, põem-se a mostrar-lhe as belezas do horizonte e as da cidade dotada de aquedutos, de termas, de belos edifícios:

– Tudo veio de nosso trabalho e de nosso dinheiro. Pois nós aprendemos dos romanos, e quisemos tomar deles o que é comodo, mas não queremos ser como os outros da Decápole! Nós pagamos, e eles, os romanos, trabalham para nós. Mas depois! Basta. Nós somos fiéis. Até este nosso isolamento é fidelidade.

– Fazei que a fidelidade não seja formal, mas real, íntima, justa. Senão, de nada adiantarão as obras de defesa. Eu vo-lo repito. Estais vendo? Vós construístes este aqueduto. É robusto, é útil. Mas, se ele não fosse alimentado por uma nascente distante, será que vos daria água para as fontes e as termas?

– Não. Não daria nada. Teria sido uma construção inútil.

– Vós mesmos o dissestes. Inútil. Igualmente as defesas naturais ou materiais são inúteis, se quem as faz construir não as tornar fortes com a ajuda de Deus, e Deus não nos ajuda, se não formos seus amigos.

– Mestre, Tu estás falando como se já soubesses que temos muita necessidade de Deus…

– Todos os homens têm necessidade de Deus, e para todas as coisas.

– Sim Mestre. Mas… parece que nós não devemos estar tendo mais necessidade do que todas as outras cidades da Palestina e…

– Oh!

Foi um “oh!” muito doloroso… Os de Gamala olham para ele, perplexos. O mais corajoso pergunta:

– Que pensas? Será que vamos conhecer ainda os horrores antigos?

– Sim, mais pesados ainda, e por mais tempo… Oh! Pátria minha! Por muito tempo. E isto, se não acolhes o Senhor!

– Nós te acolhemos! Então, estamos salvos! Na outra vez nós fomos uns estultos, mas Tu nos perdoaste…

– Tratai de conservar-vos nesta justiça de hoje para comigo, e de crescer na justiça segundo a Lei.

– Nós o faremos, Senhor.

456.3 Quereriam acompanhá-lo ainda, entretê-lo ainda, mas Jesus quer alcançar as mulheres que foram adiante montadas em burrinhos, e se livra das insistências deles, indo ligeiro pela estrada, por onde vieram ontem. E vai mais devagar somente quando chega ao lugar dos trabalhos, a fim de levantar a mão para abençoar os infelizes que olham para Ele como se olha para Deus.

A estrada, ao chegar ao pé do monte, se bifurca, indo um dos seus ramos para o lago e o outro para o interior. Sobre esta última estrada estão os quatro burrinhos, que vão trotando, levantando a poeira da estrada queimada pelo verão, sacudindo suas longas orelhas. De vez em quando uma das mulheres se vira para olhar se Jesus as está alcançando, pois gostariam de parar, a fim de conversar com Ele, mas Jesus faz sinal com a mão para que elas prossigam, a fim de evitarem o trecho da estrada descoberta e já invadida pelos raios do sol, e chegarem logo aos bosques, na subida para Afeca. Refrescantes são estes bosques que formam uma abóbada verde sobre a estrada caravaneira. Aí elas fazem suas paradas, proferindo exclamações de alegria. Afeca está muito mais para o interior do que Gamala. Está no meio dos montes. Por isso, de lá não se vê mais o lago da Galileia. Até quase não se vê mais nada, porque a estrada sobe por duas colinas que lhe servem de para-vento.

456.4 A viúva vai na frente, mostrando qual é o caminho mais curto. Ela deixa a estrada caravaneira para ir por uma pequena estrada, que vai subindo pelo monte, ainda mais sombreada e fresca. Agora estou compreendendo o motivo do desvio, quando, virando-se na sela, Sara diz:

– Eis. Estes bosques são meus. São árvores estimadas. Até de Jerusalém vêm comprá-las para fazer os cofres dos ricos. Estas são árvores antigas. Mas delas eu tenho viveiros sempre renovados. Vinde. Vede…

E toca mais o burrinho para baixo, passando pelos barrancos, e para cima, indo pelos pontos mais altos, para depois de novo ir pela estrada, por entre os seus bosques, onde de fato há faixas de terreno com árvores já bem formadas, já boas para serem cortadas, e outras faixas onde as árvores estão ainda bem mais novas, outras até a poucos centímetros do chão, crescendo por entre as ervas verdes e exalando os cheiros de todos os aromas das montanhas.

– Como são bonitos estes lugares. E bem conservados. Tu és uma sábia –elogia-a Jesus.

– Oh! Mas é para mim só. Com mais gosto eu cuidaria disto por um filho…

Jesus não responde. Continuam a andar. Já se vê Afeca dentro de um círculo de pomares com muitas árvores frutíferas.

– Aquele pomar também é meu. Tenho coisas demais para mim, sozinha! Já era demais quando eu ainda tinha o meu esposo. À tarde, olhávamos um para o outro dentro de uma casa vazia demais, grande demais, diante de dinheiro demais, na contagem de mantimentos demais, e dizíamos um ao outro: “E para quem tudo isso?” E agora eu o digo ainda…

E toda a tristeza de um casamento estéril se mostra nas palavras da mulher.

– Há pobres sempre… –diz Jesus.

– Oh! Sim. E a minha casa se abre para eles todos os dias. Mas depois…

– Queres dizer, quando estiveres morta?

– Sim, Senhor. Será uma dor deixar… para quem? estas coisas que foram tão bem cuidadas.

456.5 Jesus tem uma sombra de sorriso, cheio de compaixão. Mas responde com bondade:

– Tu és mais sábia para as coisas da terra do que para as do Céu, mulher. Tu te preocupas para que as tuas plantas cresçam bem e não se formem clareiras em teus bosques. Tu te afliges pensando que depois elas não sejam tão bem cuidadas como agora. Mas esses pensamentos são pouco sábios, pelo contrário, são até completamente estultos. Achas tu que na outra vida tenham valor essas pobres coisas, cujos nomes são: plantas, frutas, dinheiro, casas? E que causará aflição ver que elas foram descuidadas? Corrige o teu pensamento, mulher. Lá os pensamentos não são os daqui, em nenhum dos três reinos. No inferno, o ódio e o castigo fazem que fiquem ferozmente cegos. No Purgatório, a sede que têm de fazer expiação anula qualquer outro pensamento. No Limbo, a feliz espera em que estão os justos não é profanada por nenhuma sensualidade. A terra ficou longe com as suas misérias. Mas está perto somente quanto às suas necessidades sobrenaturais, necessidades de almas e não de objetos. Os falecidos que não tiverem sido condenados, só por um amor sobrenatural é que voltam à terra os espíritos deles, e a Deus dirigem as suas orações por aqueles que estão na terra. Não para outras coisas. E, quando, então, os justos entrarem no Reino de Deus, que achas que falte ainda para um que contempla a Deus? Será este miserável cárcere? Será este exílio que se chama terra? Que será? As coisas deixadas nela? Poderia o dia ter saudade de uma lamparina, que já está fumegando, quando ele está sendo já iluminado pelo sol?

– Oh! não!

– E, então? Por que ficas suspirando por causa do que vais deixar?

– Mas eu gostaria que um herdeiro continuasse a…

– A gozar de tuas riquezas terrenas para encontrar nelas um obstáculo para não se tornar perfeito, enquanto que o desapego das riquezas é uma escada para possuir as riquezas eternas? Estás vendo, ó mulher? O maior obstáculo para conseguir ter este inocente não é bem a mãe dele, com os seus direitos sobre o filho, mas o teu coração. Ele é um inocente, um triste inocente, mas sempre um inocente que, pelo seu próprio sofrimento, é querido por Deus. Mas, se tu fizeres dele um avarento, um cobiçoso, talvez um viciado, com os meios que tens, não o privarias tu da predileção de Deus? E poderia Eu, que tomo cuidado desses inocentes, ser um mestre descuidado que, sem refletir, permite que um seu inocente discípulo se extravie? Cuida primeiro de ti mesma, despoja-te dessa humanidade ainda viva demais, livra a tua justiça dessa crosta de humanidade que a deprime, e, então, merecerás ser mãe. Porque não é mãe somente quem gera, ou quem ama um filho adotivo e cuida dele, e o acompanha nas suas necessidades de criatura animal. A mãe deste também o gerou. Mas não é mãe, porque não cuida nem da carne dele, nem do seu espírito. Mas o é, quando cuida sobretudo daquilo que no filho não morrerá mais, isto é, do espírito, não somente do que nele morre, isto é, a matéria. Acredita, ó mulher, que quem amar o espírito amará também o corpo, porque terá um amor justo e portanto será justo.

– Eu perdi o filho e o compreendo

– Ninguém disse isto. Que o teu desejo te leve à santidade, e Deus te ouvirá. Sempre haverá órfãos no mundo.

456.6 Já chegaram à altura das primeiras casas. Afeca não é uma cidade que possa competir com Gamala e Hipo. Ela é mais rural do que outra coisa, mas talvez, por estar em um ponto importante da convergência de estradas, não é pobre. É um lugar por onde passam as caravanas que se dirigem do interior para o lago, ou do norte para o sul, e é obrigada a estar sempre aparelhada, a fim de poder fornecer aos peregrinos alojamentos e roupas, sandálias e provisões, por isso nela há numerosos empórios e muitos albergues.

A casa da viúva está perto de um deles em uma praça, está ocupada, no andar térreo por uma vasto empório, onde se encontra de tudo, gerenciado por um velho narigudo e barbudo, que está gritando como um condenado com uns compradores que regateiam.

– Samuel! –chama-o a mulher.

– Patroa! –responde o velho, inclinando-se tanto quanto lho permitem os fardos de mercadoria encastelados na frente dele.

– Manda aqui Elias e Filipe e vai estar comigo lá em casa –manda a viúva.

E depois, tendo-se virado para o Mestre, diz:

– Vem, entra na minha casa, sê um hóspede bem-vindo a ela.

Todos entram, passando pela loja, enquanto os burrinhos, não sei para onde estão sendo levados por um rapazinho que chegou. Para além da loja, o que dá à casa um aspecto bem pouco artístico, há um belo pátio com pórticos dos dois lados. No meio está a fonte, ou, pelo menos, um tanque, pois não há esguicho d’água. Aos lados há uns plátanos robustos, que dão sombra às muralhas caiadas. Há uma escada que sobe para o terraço. Alguns quartos se abrem dos lados sem pórticos: são os mais distantes da loja.

– Antes, nos tempos do marido, tudo estava cheio por aqui, se alojavam até mercadores, que haviam sido suprpreendidos pela noite no caminho. Havia pórticos para as mercadorias, estábulos para os animais, e, lá adiante, um tanque para dar-lhes de beber.

Vem para os quartos, e atravessa em diagonal o pátio, indo para a parte mais bela da casa. Ela chama:

– Maria! Joana!

Chegam logo duas servas, uma com as mãos cobertas de massa de pão e a outra com uma vassoura na mão.

– Patroa! A paz esteja contigo e conosco, agora que tu voltaste!

– E convosco também. Não aconteceu nada de grave nestes dias?

– José, aquele estouvado, quebrou a roseira que tanto tu amavas. Eu lhe dei uma boa surra. Agora, tu, dá-me também uma, porque eu fui uma descuidada por deixá-lo andar por perto das plantas.

– Não tem importância…

Mas as lágrimas chegam aos olhos de Sara, e ela explica a razão delas, dizendo:

– Ela me tinha sido trazida por meu esposo, na última primavera em que ele esteve são…

– E Elias quebrou uma perna, o que deixou furioso Samuel, porque lhe ficou faltando o ajudante nestes dias de grandes vendas… Ele caiu da escada do lado, enquanto se pendurava, esforçando-se para que pudesses encontrar caiados os muros –diz a outra mulher.

E termina:

– Ele está sofrendo muito, e ficará aleijado. E tu, patroa, foste feliz em tua viagem?

– Feliz como nunca havia esperado. Voltei com o Rabi da Galileia. Vamos logo. Preparai tudo para os que estão comigo. Entra, Mestre!

Entram na casa, passando pela frente das duas servas, espantadas.

Um amplo e fresco quarto, meio na penumbra, com cadeiras e caixas-bancos, os acolhe. A viúva sai para dar suas ordens, enquanto Jesus chama os apóstolos para mandá-los pela cidade, a fim de preparar os ânimos para a sua vinda. Entra Samuel, transformado em mestre da casa, acompanhado pelas servas que trazem ânforas e bacias para as abluções antes da refeição, cujos pratos estão sendo apresentados em grandes bandejas: pão, frutas e leite.

456.7 Está de volta a patroa:

– Eu disse ao meu servo que Tu estás aqui. Ele te pede que uses de misericórdia com ele. E eu te digo que uses dela para comigo também. Na festa dos Tabernáculos muita gente passa por aqui. A passagem começa logo depois da lua nova de tisri. Como faremos, se ele está doente? Eu não sei.

– Dize-lhe que venha cá.

– Ele não pode. Não se aguenta em pé.

– Dize-lhe que o Rabi não vai a ele, mas quer vê-lo.

– Eu o farei transportar por Samuel e José.

– Era o que faltava! Eu já estou velho e cansado –resmunga Samuel.

– Dize a Elias que venha com suas próprias pernas. Eu o quero.

– É um pobre rabi! Nem mesmo o Gamaliel poderá fazer isso

–resmunga de novo o velho servo.

– Cala a boca, Samuel! Perdoa-o, Mestre. Ele é um servo fiel. Nasceu aqui de servos da família do marido, é diligente e honesto, mas é cabeçudo com suas ideias de velho israelita… –desculpa-o, diz em voz baixa a viúva.

– Eu entendo o seu espírito. Mas o milagre o mudará. Vai tu dizer a Elias que venha, e ele virá.

A viúva vai e volta:

– Eu o disse. E vim correndo para não vê-lo por o pé no chão, com aquela perna toda preta e inchada.

– Não crês no milagre?

– Eu, sim. Mas aquela perna causa horror… Tenho medo de que apodreça toda aquela gangrena. Está luzidia… está horrenda e… oh!

A interrupção e a exclamação são por ter ela visto o seu servo Elias correndo melhor do que um são, indo para eles, jogando-se aos pés de Jesus, dizendo:

– Louvado seja o Rei de Israel.

– Louvor seja dado somente a Deus. Como foi que vieste? Como tiveste coragem?

– Eu obedeci. Pensei assim: “O Santo não pode mentir. E não pode mandar coisas tolas. Eu tenho fé. Eu creio”, e consegui mover a perna. Não doía mais e se movia. Eu a pus no chão e me pus de pé. Então, eu corri. Deus não engana a quem crê nele.

– Levanta-te, homem. Em verdade, Eu vos digo que poucos têm a fé deste homem. De quem foi que a recebeste?

– Dos teus discípulos que passaram por aqui pregando em teu Nome.

– Foste tu somente que os ouviste?

– Não.Todos, porque se hospedaram aqui, depois do Pentecostes.

– E somente tu creste… O teu espírito está muito adiantado nos caminhos do Senhor. Vai para frente!

O velho Samuel está em forte luta com os seus sentimentos opostos… Mas, como muitos em Israel, não sabe afastar-se do velho, para aproximar-se do novo, e fica obstinado, dizendo:

Magia! É magia! Está escrito1: “O meu povo não se contamine com os magos e com os adivinhos. Se alguém o fizer, afastarei dele o meu olhar e o exterminarei.” Treme, ó patroa, por seres infiel às leis.

E lá se vai, severo e escandalizado, como se tivessse visto o demônio que tomou posse de casa.

– Não o punas, Mestre! Ele está velho! Ele sempre creu assim…

– Não tenhas medo. Se Eu tivesse que punir a todos os que me chamam de demônio, muitos sepulcros teriam que abrir-se para engolirem sua presa. Eu sei esperar… Falarei, lá pelo pôr do sol… Depois, deixarei Afeca. Agora, eu aceito fazer uma permanência debaixo do teu telhado.

1 Está escrito, em Levítico 20,6.


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