239. 239. A parábola dos peixes, a parábola da pérolae o tesouro dos ensinamentos antigos e novos.


31 de julho de 1945.

239.1Estão todos reunidos na ampla sala superior. O temporal violento se dissolveu em uma chuva persistente, que já vai ficando mais fina, até quase parar, e dali a pouco engrossa de novo, com uma fúria renovada. O lago certamente não está azul hoje, mas amarelento, com listras de espuma branca, quando vem vindo um vento com aguaceiro. As colinas, todas escorrendo água, umas com suas folhagens ainda inclinadas para baixo, ainda cobertas de água, com alguns ramos quebrados pelo vento e muitas folhas arrancadas pelo granizo, mostrando pequenos regatos por todos os lados, com águas amarelentas, que vão transportando para o lago as folhas e as pedras arrancadas dos declives. A própria luz do sol está meio ofuscada, esverdeada.

Na sala, sentadas perto de uma janela virada para as colinas, estão Maria com Marta e Madalena, com mais duas mulheres que eu não sei exatamente quem são. Mas eu tenho a impressão de que já seriam conhecidas de Jesus, de Maria e dos apóstolos, porque elas se sentem muito à vontade com todos. E certamente assim estão, mais do que Madalena, que está quieta, com a cabeça inclinada, sentada entre a Virgem e Marta. As roupas, enxugadas ao fogo, e agora limpas do barro, já foram vestidas de novo. Mas digo mal. Foi vestida pela Virgem a dela, de lã azul escura. Madalena está com uma veste emprestada, curta e estreita para ela, que é alta e de belas formas. Ela procura compensar os defeitos da veste, usando por cima dela a capa de sua irmã. Maria Madalena recolheu o cabelo em duas tranças, dando com elas um nó sobre a nuca, feito de qualquer modo, porque para segurar aquele peso seriam necessários bem mais do que aqueles poucos grampos, enfiados um aqui, outro ali. De fato, depois disso, eu sempre vi que Maria Madalena ajuda os grampos com uma fitinha, que fica parecendo um leve diadema, desaparecendo, por causa de sua cor de palha, no ouro dos cabelos dela.

No outro lado da sala, sentados, uns em escabelos, outros nos peitoris das janelas, estão Jesus com os apóstolos e o dono da casa. Está faltando o criado de Marta. Pedro e os outros pescadores estão estudando o tempo, fazendo prognósticos sobre o dia seguinte. Jesus escuta, ou responde a uma ou outra pergunta.

 Se eu tivesse sabido disso, eu teria dito à minha mãe que viesse. É bom que a mulher logo esteja à vontade com as companheiras –diz Tiago de Zebedeu, olhando para o lado das mulheres.

 Como, se tivesses sabido? 239.2Pois, então, a mãe não veio com Maria? –pergunta Tadeu ao irmão Tiago.

 Eu não sei. Também eu estou fazendo essa pergunta.

 Não estará ela sentindo-se mal?

 Maria teria dito.

 Eu vou perguntar-lhe isso –e Tadeu vai falar com as mulheres.

Ouve-se a voz clara de Maria, que responde:

 Ela está bem. Fui eu que lhe evitei alguma falta de cuidado com este calor. Nós saímos por aí, como duas meninas, não foi, Maria? Maria veio à tarde, já escuro, e, na manhã seguinte, partimos. Eu apenas disse a Alfeu: “Toma a chave. Voltarei logo. Dize isto à Maria.” E vim para cá.

239.3 Nós voltaremos juntos, Mãe. Logo que o tempo ficar bom, e Maria já tiver uma veste, nós iremos, todos juntos, através da Galileia, acompanhando as irmãs até o caminho mais seguro. Assim ficarão conhecidas também por Porfíria, por Susana, por vossas mulheres e filhas, por Filipe e Bartolomeu.

É muito bom esse modo de dizer “serão conhecidas”, para não dizer “Maria será conhecida.” E também é uma saída magistral, que vem derrubar todas as prevenções e restrições mentais a respeito da redimida. O Senhor a impõe, vencendo as relutâncias deles, a vergonha dela, tudo. Marta tem agora um ar sereno em seu rosto. Maria Madalena fica corada e tem um olhar suplicante, reconhecido, mas perturbado. Que sei eu? Maria, Mãe de Jesus, está com o seu habitual sorriso suave.

 Aonde iremos em primeiro lugar, Mestre?

 A Betsaida. Depois iremos por Magdala, Tiberíades, Caná e Nazaré. De lá, passando por Jáfia e Semeron, iremos a Belém da Galileia, depois a Sicaminon e a Cesareia…

Jesus interrompeu suas palavras, diante da explosão de pranto de Madalena. Ele levanta a cabeça, olha para ela, e continua, como se nada houvesse acontecido:

 Em Cesareia encontrareis o vosso carro. Eu dei ordem assim ao servo, e de lá ireis para Betânia. E ver-nos-emos depois, na Festa dos Tabernáculos1.

Madalena se recompõe logo, e não responde às perguntas de sua irmã, mas sai da sala e se retira, talvez para a cozinha, por um pouco de tempo.

 Maria está sofrendo, Jesus, ao ouvir que deve ir a certas cidades. É preciso entendê-la… Eu o estou dizendo mais por causa dos discípulos que por Ti, Mestre –diz humildemente, e preocupada, Marta.

 É verdade, Marta. Mas assim deve acontecer. Se ela não enfrentar logo o mundo, e não acabar de uma vez com aquele horrível tirano, que é o respeito humano, ela ficará paralisada em sua conversão. E isso acontecerá logo e também conosco.

239.4 Dentre nós, ninguém dirá nada a ela. Eu te garanto, Marta, por mim e por todos os meus companheiros –promete Pedro.

 Com toda certeza! Nós a rodearemos como a uma irmã. Assim nos disse Maria que ela é, e assim o será para nós –confirma Tadeu.

 E, além disso… Todos somos pecadores, e o mundo não nos poupou também. Por isso, já compreendemos as lutas dela, diz Zelotes.

 Eu, mais do que todos, a compreendo. Nos lugares onde pecamos é muito meritório vivermos. As pessoas sabem quem somos!… É um tormento. Mas é também uma justiça e uma glória resistir ali. Justamente porque é evidente em nós o poder de Deus, nós somos objeto de conversões, até mesmo sem fazermos uso de palavras –diz Mateus.

 Estás vendo, Marta, como tua irmã é compreendida por todos, e amada por todos. E o será cada vez mais. Ela se tornará um sinal indicador para muitas almas culpadas e assustadas. É uma grande força até para os bons. Porque Maria, quando tiver arrebentado as últimas correntes de sua natureza humana, será um foco de amor. E não terá feito nada mais do que ter dado uma nova direção à exuberância dos seus sentimentos. Terá elevado essa sua poderosa faculdade de amar a um plano sobrenatural. E, nesse plano, ela operará prodígios. Eu vo-lo garanto. Por enquanto, ela ainda está perturbada. Mas vereis como cada dia irá ficando mais tranquila e forte, em sua nova vida. Na casa de Simão, Eu disse: “Muito lhe é perdoado, porque ela muito ama.” E agora Eu vos digo que, em verdade, tudo lhe é perdoado, porque ela amará com todas as suas forças, com sua alma, seu pensamento, seu sangue, sua carne, até o holocausto, o seu Deus.

 Feliz dela, que merece tais palavras! Eu quereria merecê-las, eu também –suspira André.

 Tu? Tu as mereces já. 239.5Vem cá, meu pescador! Eu te quero contar uma parábola, que parece que foi feita pensando em ti.

 Mestre, espera um pouco. Eu vou buscar Maria. Ela deseja tanto saber a tua doutrina!…

Enquanto Marta sai, os outros dispõem em ordem as cadeiras, formando com elas um semicírculo ao redor de Jesus.

Voltam as duas irmãs e tomam um lugar perto da Mãe Santíssima.

Jesus começa a falar:

 Uns pescadores saíram para o lago e jogaram sua rede ao mar. Depois do tempo necessário, puxaram a rede para bordo. Com muito trabalho eles iam assim fazendo a sua pesca, por ordem do patrão, que os havia encarregado de abastecer sua cidade de peixes de boa qualidade, dizendo-lhes assim: “Mas os peixes que fazem mal e os de qualidade inferior, não deveis nem levá-los para terra. Jogai-os de novo no mar. Outros pescadores os pescarão e, como eles são pescadores de um outro patrão, levarão os peixes para a cidade dele, para que lá se coma o que faz mal e o que faz ficar sempre mais feia a cidade do meu inimigo. Na minha cidade, que é bela, ilustre e santa, não deve entrar nada de malsão.”

Puxada, pois, para bordo a rede, os pescadores começaram o trabalho da separação. Os peixes eram muitos diversos, de aspecto, tamanho e cores. Havia alguns muitos bonitos, mas cuja carne era cheia de espinhas, ou de sabor desagradável, ou que tinham o bucho cheio de lodo, de vermes ou de ervas podres, que aumentavam o mau gosto de suas carnes. Outros eram de aparência feia, com um focinho que mais parecia a carranca de um delinquente ou de um monstro visto em um pesadelo. Mas os pescadores sabiam que a carne deles era especial. Outros, porque eram sem importância, passaram despercebidos. Os pescadores trabalhavam, trabalhavam. As cestas já estavam cheias de peixes especiais então, e na rede estavam os peixes insignificantes. “Já basta. As cestas estão cheias. Vamos jogar todo o resto no mar”, disseram muitos pescadores.

Mas um pescador, que pouco tinha falado até aí, enquanto os outros falavam bem ou mal de cada peixe que lhes chegava às mãos, ficou a rebuscar na rede e, por entre a miuçalha sem importância, descobriu ainda dois ou três peixes, que ele foi colocar por cima de todos os outros, nas cestas. “Mas, que é que estás fazendo”, perguntaram-lhe os outros. “As cestas já estão cheias e bonitas. Tu as queres estragar, pondo por cima delas, e atravessado, esse pobre peixe aí! Parece até que tu o queiras premiar como o mais bonito!” “Deixai-me agir. Eu conheço esta raça de peixes e sei o seu rendimento e que prazer dão.”

Esta é a parábola, que termina com a bênção do patrão ao pescador paciente, esperto e silencioso, que soube separar, no grande montão, quais eram os melhores peixes.

239.6Agora escutai a aplicação da parábola.

O patrão da cidade bonita, ilustre e santa é o Senhor. A cidade é o Reino dos Céus. Os pescadores são os meus apóstolos. Os peixes do mar são a humanidade, na qual estão presentes todas as categorias de pessoas. Os peixes bons são os santos.

O patrão da cidade feia é satanás. A cidade feia é o Inferno. Os pescadores dele são o mundo, a carne, as paixões más, encarnados nos servos de satanás, sejam espirituais, isto é, demônios, sejam os homens que corrompem aos seus semelhantes. Os peixes maus são a humanidade que não é digna do Reino dos Céus: são os condenados.

Entre os pescadores de almas para a Cidade de Deus, sempre haverá os que imitarão aquela capacidade cheia de paciência do pescador que sabe perseverar na procura, precisamente nas diversas camadas da humanidade, onde os outros seus companheiros, mais impacientes, apanharam somente as coisas boas que apareceram à primeira vista. E infelizmente haverá também pescadores que, enquanto aquele trabalho de separação exigia atenção e silêncio, para ouvir as vozes das almas e as indicações sobrenaturais, não verão os peixes bons e os perderão. E haverá também os que por demasiada intransigência, repelem as almas que não são perfeitas em suas aparências exteriores, mas que são ótimas em tudo mais.

Que vos importa, se um dos peixes que pegardes para Mim, mostrar sinais de lutas passadas, apresentando mutilações resultantes de tantas causas, se depois elas não prejudicam ao seu espírito? Que vos importa, se um desses, para livrar-se do Inimigo, feriu-se, e se apresenta com essas feridas, se o seu interior mostra a sua clara vontade de ser de Deus? Almas provadas, almas garantidas. Mais do que aquelas, que são como crianças salvaguardadas por meio de faixas, do berço ou da mãe, e que dormem saciadas e boas, ou que sorriem tranquilas, mas podem mais tarde, com o uso da razão, com a idade e com as vicissitudes da vida que vão aumentando, dar até dolorosas surpresas de desvios morais.

239.7Eu vos recordo a palavra do filho pródigo. Outras delas ouvireis ainda, porque Eu sempre estudarei para difundir em vós um discernimento reto: quanto ao modo de avaliar as consciências e de escolher a maneira como guiá-las, que são singulares, e cada uma delas tem o seu modo especial de sentir e de reagir às tentações e aos ensinamentos. Não penseis que seja fácil o discernimento dos espíritos. É totalmente o contrário. Precisa-se ter um olho espiritual, completamente iluminado pela luz divina, precisa-se ter uma inteligência que tenha infusa em si a Sabedoria divina, precisa-se possuir as virtudes em grau heroico e, como primeira entre todas, a caridade. Precisa-se ter a capacidade para concentrar-se na meditação, porque a alma é como um texto obscuro, que há de ser lido e meditado. Precisa-se ter união contínua com Deus, esquecendo-nos de todos os interesses egoístas. Viver pelas almas e por Deus. Superar as prevenções, os ressentimentos, as antipatias. Ser doces como pais, férreos como guerreiros. Doces para aconselhar e encorajar. E férreos para dizer: “Isto não é permitido, não o faças. Ou, então: Isto é bom que se faça, e tu o farás.” Porque, pensai bem nisto, muitas almas serão jogadas nos tanques infernais. Mas não serão somente almas de pecadores. Também almas de pescadores evangélicos haverá lá: são as daqueles que faltaram com o seu ministério, contribuindo para a perdição de muitos espíritos.

Chegará o dia, o último dia da terra e o primeiro da Jerusalém perfeita e eterna, no qual os anjos, como os pescadores da parábola, separarão os justos dos maus, para que à ordem inexorável do Juiz, os bons vão para o Céu e os maus para o fogo eterno. Então é que se tornará conhecida a verdade a respeito dos pescadores e dos pescados, cairão por terra as hipocrisias, e aparecerá o povo de Deus como é, com os seus chefes e os salvos pelos seus chefes. Veremos, então, que muitos entre os mais sem importância pelo seu exterior, ou os maltratados em seu exterior, estarão nos esplendores do Céu e que os pescadores calmos e pacientes serão os que mais terão feito, brilhando agora com suas pedras preciosas, que serão tantas, quantos forem os seus salvos.

A parábola foi contada e explicada.

239.8 E meu irmão?! Oh! Mas…

Pedro olha para ele… depois olha para Madalena…

 Não, Simão, por ela eu não tenho merecimento. Foi o Mestre sozinho que o fez –diz, sincero, André.

 Mas os outros pescadores, os de satanás, eles ficam, então, com as sobras? –pergunta Filipe.

 Eles tentam pegar os melhores, os espíritos capazes de maior prodígio de Graça e usam desses mesmos homens para consegui-lo, além das suas tentações. Ainda há muitos neste mundo que, por um prato de lentilhas, renunciam à primogenitura!

 Mestre, outro dia Tu nos dizias que muitos são os que se deixam seduzir pelas coisas do mundo. Seriam também eles dos que pescam para satanás? –pergunta Tiago de Alfeu.

 Sim, meu irmão. Naquela parábola o homem se deixou seduzir pelo muito dinheiro, que lhe podia dar muitos prazeres, perdendo o direito ao Tesouro do Reino. Mas, na verdade, Eu vos digo que sobre cem homens só um terço sabe resistir à tentação do ouro, ou a outras seduções e desse terço só a metade é que sabe fazê-lo de uma maneira heroica. O mundo morre asfixiado pelo agravamento voluntariamente aceito dos laços do pecado. Vale mais estar despojado de tudo, do que ter riquezas irrisórias e ilusórias. Procurai saber fazer como fazem os sábios joalheiros, os quais, tendo sabido que em certo lugar foi pescada uma pérola raríssima, não se preocupam mais em ter ou não ter tantas pequeninas alegrias em seus cofres, mas se despojam de tudo, para conseguirem aquela pérola maravilhosa.

 E, então, por que Tu mesmo pões diferenças nas missões que dás aos que te acompanham e dizes que nós temos que considerar as missões como dons de Deus? Então, seria necessário renunciar também a elas, porque elas são como migalhas, em comparação com o Reino dos Céus –diz Bartolomeu.

 Migalhas, não. Elas são meios. Migalhas elas seriam, ou melhor ainda, seriam ciscos de palha suja, caso se tornassem uma meta humana na vida. Aqueles que trabalham para terem uma posição, ainda que santa, com a finalidade de conseguirem vantagens humanas, fazem de sua posição um cisco, uma palha suja. Mas fazei de vossa missão uma obediente aceitação, um dever cumprido com alegria, um holocausto total e, então, a transformareis em uma pérola raríssima. A missão é um holocausto, se for cumprida sem reservas, é um martírio e uma glória. A missão pinga lágrimas, suor, sangue, mas forma uma coisa de eterna realeza.

239.9 Tu sabes de fato responder a tudo!

 Mas, me tereis compreendido? Compreendeis o que Eu digo, mas com comparações que Eu vou buscar nas coisas de cada dia, iluminadas, porém, por uma luz sobrenatural, que delas tira explicações para coisas eternas?

 Sim, Mestre.

 Lembrai-vos, então do método para instruir as turbas. Porque este é um dos segredos dos escribas e dos rabis. Lembrarem-se. Em verdade Eu vos digo que qualquer um de vós, instruído na Sabedoria de possuir o Reino dos Céus, é semelhante a um pai de família, que tira para fora do seu tesouro o que serve para a família, usando coisas antigas ou coisas novas, mas todas com o único fito de procurar o bem-estar de seus próprios filhos. A chuva cessou. Deixemos em paz as mulheres, e vamos ao velho Tobias, que está para abrir os seus olhos espirituais para as auroras do além. A paz esteja convosco, mulheres.

1 Tabernáculos quer dizer pela a festa dos tabernáculos. As principais festas hebraicas, frequentemente mencionadas na obra, são a Páscoa (nota em 375.3), que era celebrada no plenilunio di Nisan (março-abril) e que era seguida da Páscoa suplementar, no décimo quarto dia do mês sucessivo, para aqueles que não puderam participar (nota em 566.17); Pentecostes, ou festa da Semana (como é chamada, por exemplo, em 416.2), cinquenta dias depois da Páscoa; os Tabernáculos (mencionados pela primeria vez em 2.4), ou festa das Cabanas, ao fim das colheitas de outono; as Encenias, ou festa das Luzes, ou da Purificação (como é dita, por exemplo, em 132.1, ou da Dedicação do Templo (como em 526.5), o 25 de Casleu (novembro-dezembro). Disse Maria Ss. em 207.8: “… eu sabia… que na festa das luzes a Luz do mundo nasceria.” Origem e ritual das festas hebraicas são nos livros do Êxodo, do Levítico, dos Números e do Deuteronômio.


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