447. 447. Discurso não escutado em Cafarnaum,sobre a misericórdia e sobre o perdão.


22 de junho de 1946.

447.1 É sábado. Assim penso eu, porque estou vendo as pessoas reunidas na sinagoga. Mas podia ser também que se houvessem reunido lá para se abrigarem do sol, ou para ficarem mais seguras na casa de Jairo. O povo se vai apinhando, atento, apesar do calor, que nem as portas e janelas abertas, para formarem correntes de ar, conseguem mitigar. Quem não pode entrar na sinagoga para não ficar sendo assado pelo sol na rua, foi refugiar-se no jardim sombreado que fica atrás da sinagoga, o jardim de Jairo, que tem viçosas pérgulas e copadas árvores frutíferas. Jesus está falando junto à porta, que dá para o jardim, a fim de ser ouvido, tanto por aqueles ouvintes, como pelos que estão na sinagoga. Jairo está a seu lado, atento. Os apóstolos formam um grupo perto da porta, que dá para o jardim. As discípulas, com Maria no centro, estão sentadas debaixo de uma latada quase encostada na casa. Míriam de Jairo e as duas filhas de Filipe estão sentadas aos pés de Maria.

Pelas palavras que eu ouço, percebo que houve algum incidente entre os costumeiros fariseus e Jesus, e o povo está inquieto por isso. Porque Jesus exorta a todos à paz e ao perdão, dizendo que nos corações perturbados não pode penetrar com fruto a palavra de Deus.

– Não podemos tolerar que Tu sejas insultado –grita um da multidão.

– Deixai agir o meu e vosso Pai, vós imitai-me. Tolerai. Perdoai. Não é com o insulto, respondendo a outro insulto, que persuadimos os inimigos.

– Mas não é também com essa contínua mansidão. Tu te deixas esmagar –grita Iscariotes.

– Tu, apóstolo meu, não fiques servindo de escândalo, dando um exemplo de ira e de crítica.

– Mas está com a razão o teu apóstolo. As palavras dele são justas.

– Não é justo o coração que as formula nem o que as acolhe. Quem quer ser meu discípulo, deve imitar-me. Eu tolero e perdoo. Eu sou manso, humilde e pacífico. Os filhos da ira não podem ficar comigo, porque são filhos deste século e de suas paixões.

Não vos lembrais do livro quarto dos Reis? Está dito em um ponto1 os cruéis. Não amo os soberbos. Não amo os iracundos, os avarentos, os luxuriosos. Eu não vos disse nenhuma palavra como exemplo dessas coisas, mas sempre vos ensinei as virtudes opostas a estas paixões.

447.2 Como é bela a oração de Davi, nosso rei, quando, depois de tornar a santificar-se pelo arrependimento de suas culpas passadas e com os anos de sábia conduta, louvou o Senhor, humilde e resignado pelo decreto de não poder ser ele o construtor do novo Templo. Digamos juntos essa oração, dando louvores ao Senhor Altíssimo…

Jesus entoa, enquanto quem estava sentado se levanta, quem estava encostado às paredes toma uma posição de respeito, deixando de apoiar-se, entoa a oração de Davi2. Depois Jesus continua, em seu tom habitual:

– Sempre é necessário recordar-nos de que todas as coisas estão nas mãos de Deus, todo empreendimento, toda vitória. Magnificência, poder, glória e vitória são do Senhor. Ele ao homem concede esta ou aquela coisa, se julga que é hora de concedê-la como um bem seguro. mas o homem não pode pretendê-la. A Davi, já perdoado, mas ainda necessitado da vitória sobre si mesmo, depois dos erros passados, Deus não lhe concede que ele erija o Templo: “Tu derramaste muito sangue e fizeste guerras demais. Tu não poderás por isto levantar uma casa ao meu Nome, tendo derramado tanto sangue diante de Mim. De ti nascerá um filho, que será um homem de paz… e por isso será chamado o Pacífico… ele edificará a casa em meu Nome.” Assim falou o Altíssimo ao seu servo Davi. Assim Eu vos digo. Estais querendo vós, por serdes iracundos, não merecer que se construa em vossos corações a casa do Senhor vosso Deus? Longe, pois, de vós quaisquer sentimentos que não sejam de amor. Tende um coração perfeito, como o que Davi pediu para o seu filho, o construtor do Templo, a fim de que, guardando os meus mandamentos, fazendo todas as coisas conforme Eu ensinei, vós consigais edificar em vós a morada do vosso Deus, à espera de irdes morar na dele, que é eterna e alegre. 447.3Dá-me um rolo, Jairo. Eu lhes vou explicar o que Deus quer.

Jairo vai até o lugar onde estão empilhados os rolos e pega, ao acaso, um deles, no centro da pilha e, depois de limpar dele a poeira, o entrega a Jesus que o desenrola e lê:

– Jeremias, capítulo 5. “Andai pelas ruas de Jerusalém, olhai, observai, procurai pelas suas praças, se nela encontrais um homem que pratique a Justiça e procure ser fiel, Eu usarei para com ele de misericórdia.” –(O Senhor me diz: “Não continues. Eu digo o capítulo inteiro.”)

Jesus, depois de ter lido tudo, entrega o rolo ao Jairo e fala:

– Meus filhos. Vós ouvistes que tremendos castigos estão reservados para Jerusalém, para Israel que não é justo. Mas não vos alegreis com isso. É a nossa Pátria. Não fiqueis alegrando-vos e pensando: “Nós talvez não ficaremos mais aqui.” Ela está sempre cheia de vossos irmãos. Não digais: “Bem feito para ela, porque é cruel para com o Senhor.” As desventuras da Pátria, as dores dos concidadãos devem sempre afligir aos que são justos. Não fiqueis medindo como os outros medem, mas como Deus mede, isto é, com misericórdia.

Que deveis então fazer para com esta Pátria, para com estes compatriotas, quer se entenda por Pátria e patriotas a grande Pátria e os seus habitantes, toda a Palestina, quer seja esta pequena cidade vossa, que é Cafarnaum, quer sejam compreendidos todos os hebreus ou estes poucos que me são hostis nesta pequena cidade da Galileia. Deveis praticar obras de amor. Procurai salvar a Pátria e os compatriotas. Como? Talvez por meio da violência? Ou com o desprezo? Não. Com o amor, com um paciente amor, afim de covertê-los para Deus.

Vós ouvistes: “Se Eu encontrar um homem que pratique a justiça, usarei para com ele de misericórdia.” Trabalhai, pois, para que os corações venham a justiça, se tornem justos. Pois, na verdade, eles, em sua injustiça, estão dizendo assim, a meu respeito: “Não é Ele” e, por isso, creem eles que perseguindo-me, não lhes advirá disso nenhum castigo. Na verdade, eles dizem: “Estas coisas não acontecerão nunca. Os profetas falaram à toa.”

Procurarão levar-vos também a falar como eles. Vós, que aqui estais presentes, sois fiéis. Mas onde está Cafarnaum? Isto que Eu estou vendo é toda Cafarnaum? Onde estão aqueles que nas outras vezes Eu via como vinham apinhar-se ao redor de Mim? Então, o fermento que cresceu depois da última vez que aqui estive, terá produzido a ruína em muitos corações? Onde está Alfeu? Onde está Josué com seus três filhos? Onde está Ageu de Malaquias? Onde estão José e Noemi? Onde estão Levi, Abel, Saul e Zacarias? Tendo ficado esquecido o evidente benefício recebido, por que palavras mentirosas vieram colocar-se no lugar dele? Será que palavras podem destruir fatos?

Vós estais vendo! Não é mais do que um pequeno lugar. Neste lugar onde os beneficiados são em maior número, o ódio foi capaz de destruir neles a fé em Mim. Somente os pefeitos na fé é que Eu estou vendo aqui reunidos. Poderíeis pretender que fatos de outros tempos, palavras antigas, podem manter todo Israel fiel a Deus? Isso deveria acontecer, porque a fé deve ser tal, ainda que não tenha fatos que a sustentem. Mas isso não existe. Quanto maior é a ciência, menor é a fé, porque os doutos se creem isentos da fé simples e sincera, que crê por força do amor e não pela ajuda da ciência.

É o amor que precisa estar aceso e expandir-se. Para fazer isso, ele precisa estar aceso antes. É preciso que estejais convictos, para poderdes convencer. Em lugar das grosserias em resposta aos insultos, humildade e amor. E, com estas disposições, andar para a frente, lembrando as palavras do Senhor a quem não se lembra mais delas: “Temamos o Senhor que nos dá a chuva da primeira estação e a da última.”

– Eles não nos compreenderiam! Pelo contrário, até nos ofenderiam, dizendo que somos uns sacrílegos, ensinando sem termos o direito de fazê-lo. Tu não deixas de saber quem são os escribas e os fariseus!

– Não. Eu o sei. E, mesmo que Eu não o soubesse, agora o estaria sabendo. Mas não nos importa o que eles são. Importa é o que nós somos. Se eles e os sacerdotes batem palmas aos falsos profetas, que profetizam o que lhes dá alguma vantagem, esquecendo-se de que somente às boas obras é que o Decálogo manda bater palmas, nem por isso os meus fiéis devem imitá-los, nem ficar desanimados, nem começar a se considerarem uns derrotados. 447.4Vós deveis trabalhar, quanto mais o Mal trabalha.

– Nós não somos o Mal –grita da soleira para a rua a voz rouca de Eli, que procura entrar, sempre gritando:

– Nós não somos o Mal, ó sedutor.

– Ó homem, tu estás provocando. Sai daí! –diz imediatamente o centurião que devia estar ali atento, ao lado da sinagoga, e por isso a sua intervenção foi rápida.

– Tu, logo tu, um pagão, é que queres impor-te a mim…

– Eu, um romano, sim. Sai! O Rabi não te está perturbando, tu é que o estás perturbando. Não podes.

– Rabis somos nós, e não o carapina galileu! –brada o velho, mais parecido com uma hortelã, do que com um mestre.

– Um mais, um menos. Tendes centenas deles e todos pregando uma má doutrina. O único virtuoso é este aqui. Eu te ordeno que saias.

– Virtuoso, ele? Virtuoso, esse que faz negócios com Roma, para obter sua incolurnidade? Sacrílego! Imundo!

O centurião dá um grito e o passo pesado de alguns homens armados se mistura aos insultos gritados por Eli.

– Pegai aquele homem e fazei-o sair para fora daqui! –ordena o centurião.

– A mim? Mãos de pagãos sobre mim? Pés de pagãos dentro de nossa sinagoga? Anátema! Socorro! Estão me profanando! A mim!

– Eu vos peço, ó soldados, deixai que ele se vá. Não entreis. Respeitai este lugar e os cabelos brancos dele –diz Jesus, lá do seu lugar.

– Como Tu queres, ó Rabi.

– Ah! Ah! Manobrista! Mas o Sinédrio o ficará sabendo! Eu tenho a prova! Eu tenho a prova! Agora eu creio nas palavras que nos foram ditas. Já tenho a prova. E sobre Ti é que está o anátema.

– É a espada sobre ti, se disseres mais uma só palavra. Roma defende o direito. Não manobra com ninguém, ó velha hiena, com ninguém. O Sinédrio irá ficar sabendo é de tuas mentiras. Ao Procônsul eu darei o boletim de ocorrência. Eu vou lavrá-lo. Vai para tua casa, fica lá à disposição de Roma.

E o centurião, tendo feito uma meia-volta perfeita, lá se vai, acompanhado por quatro soldados, deixando no ar o pálido e trêmulo, vilmente trêmulo Eli…

447.5 Jesus continua a falar, como se nada o houvesse interrompido:

– Vós deveis trabalhar, quanto mais o mal trabalhar, para edificardes em vós e ao redor de vós a casa do Senhor, como Eu vos dizia no começo. Fazer, com uma grande santidade, que Deus possa descer nos corações e sobre a nossa querida Pátria nativa, que tanto já foi punida, que não sabe que nimbos sombrios de desventuras se estão formando para ela no setentrião, na nação mais forte, que nos domina e que sempre mais nos dominará, porque as ações dos cidadãos são tais, que só servem para desgostar o Boníssimo e excitar o forte. Com a irritação de Deus e do dominador, quereis, por acaso, ter paz e bem-estar? Sede, sede bons, ó filhos de Deus. Fazei que não um, mas cem e mais cem sejam os bons em Israel, para desviar os tremendos castigos do Céu. Eu vos disse no começo que onde não há paz não pode estar a palavra de Deus que, pacificamente ouvida, produza frutos nos corações. Vede bem que esta nossa reunião não foi tranquila, nem será frutuosa. Há agitação demais nos corações… Ide. Teremos ainda algumas horas para estarmos unidos. E rezai, como Eu rezo, para que os que nos perturbam se arrependam… Vamos, ó Mãe –e, abrindo alas pelo meio da multidão, sai para a rua.

447.6Eli está ainda ali por perto e com o rosto terroso como o de um morto, ele se joga aos pés de Jesus:

– Piedade! Já uma vez me salvaste o neto. Salva-me, a fim de que eu tenha tempo para me arrepender. Eu pequei. E o confesso. Mas Tu, sê bom… Roma… Oh! Que fará Roma de mim?

– Ela tirará de ti a poeira do verão com umas robustas vergastadas –grita um.

E o povo se ri, enquanto Eli solta um grito de espasmo, como se já estivesse sentindo a flagelação, e geme, dizendo:

– Eu já estou velho… Doente e cheio de dores… Ai de mim!

– O tratamento te ajudará a passar, ó velho chacal!

– Ficarás jovem de novo e bailarás…

– Silêncio! –impõe Jesus aos irrisores.

E ao Fariseu diz:

– Levanta-te, conserva a tua dignidade. Tu sabes que Eu não faço complô com Roma. Que queres então, que Eu te faça?

– É verdade, sim. Tu não fazes complôs. Ao contrário, tu desprezas os romanos e os odeias, os…

– Nada disso. Não fiques mentindo, ao louvar-me, como antes mentias, ao acusar-me. E fica sabendo que não seria elogio dizer de Mim que Eu odeio isto ou aquilo, que Eu amaldiçoo isto ou aquilo. Eu sou o Salvador de todas as almas, e não existe raça aos meus olhos, não há rostos, mas espíritos.

– É verdade! É verdade! Mas Tu és justo e Roma sabe disso, por isso te defende. Tu acalmas as multidões, ensinas o respeito às leis e…

– Por acaso, aos teus olhos isso é culpa?

– Oh! Não, não! É ser justo. Tu sabes fazer isso, que todos deveríamos fazer, porque és justo, porque…

O povo começa a zombar e a murmurar. E dá-lhe diversos nomes como “Mentiroso!”, “Velhaco!”, “Hoje de manhã dizias o contrário”, etc. Tudo isso dito, ainda que em surdina, se ouve.

– E, então ? Que devo fazer?

– Ir-te daqui. Ir ao centurião. E logo! Antes que parta o estafeta. Está vendo? Já estão preparando os cavalos! Oh! Tem piedade!

447.7 Jesus olha para ele. É um homem de pequena estatura, está trêmulo, com o rosto pálido de medo, um miserável… e fica pensando naquele caso. Fica com compaixão dele. Não há mais do que quatro pupilas que o olham com compaixão, as do Filho e as da Mãe. Todas as outras estão cheias de ironia, severas ou inquietas. Até João, até André têm sobre ele uns olhares duros, com uma desdenhosa severidade.

– Eu tenho piedade. Mas ao centurião, Eu não vou.

– Ele é teu amigo.

– Não.

– Ele te deve ser grato, quero dizer, porque curaste3 o servo dele.

– Também para ti, Eu curei o teu neto. E não me és grato, mesmo sendo israelita como Eu. O benefício não cria uma obrigação.

– Sim, que o cria. Ai de quem não foi reconhecido.

Eli compreende que está condenando a si mesmo e se cala, todo confuso. A multidão zomba dele.

– Vamos logo, ó Rabi! Grande Rabi! Santo Rabi! Ele está dando ordens, não estás vendo? Estão para partir. Queres que eu seja escarnecido? Queres ver-me morto!

– Não. Eu não vou fazê-lo lembrar-se de um benefício. Vai tu, e dize-lhe: “O Mestre te manda usar de piedade.” Vai!

Eli põe o cavalo a trotar pela estrada e Jesus toma um rumo oposto, indo para sua casa.

O centurião deve ter assentido, porque já se veem os soldados apeando, indo entregar uma tabuinha encerada ao centurião, levar embora os cavalos.

447.8 – Que pena. Ia indo também! –exclama Pedro.

Mateus lhe responde:

– Sim. O Mestre devia deixar que o punissem. Tantos devem ser os golpes quantos foram os insultos. Assim é entre nós. Que velho execrável!

– E está sempre pronto para recomeçar! –exclama Tomé.

Jesus se vira com severidade:

– Será que eu tenho seguidores ou uns demônios? Ide-vos, ó vós que tendes um coração sem misericórdia. A vossa presença me faz mal.

Os três ficam onde estão, petrificados pela reprovação.

– Meu Filho! Já tens tantas dores. E eu estou com tanta pena! Não acrescentes mais esta… Olha para eles! –implora Maria.

Jesus vira-se a fim de olhar para os três… São três rostos desolados, com toda a esperança e dor em seus olhos.

– Vinde! –ordena Jesus.

Oh! As andorinhas são menos rápidas que os três!

– E seja esta a última vez que vos ouço dizer palavras como aquelas. Tu, Mateus, não tens este direito. Tu, Tomé, ainda não foste morto para julgares quem é imperfeito, e creres que estás salvo. E tu, finalmente, Simão de Jonas, fizeste como uma grande pedra, levada com dificuldade para o alto do monte, para ser rolada lá de cima para o fundo do vale. Entendes bem o que Eu quero dizer… E agora, ouvi-me. Aqui, na sinagoga e na cidade, é inútil falar. Eu falarei das barcas, sobre o lago, um dia aqui, outro ali. Preparareis as barcas, tantas quantas forem necessárias, iremos nas tardes plácidas ou nas manhãs frescas…

4 Está dito em um ponto, ou seja, em 2 Reis 19,20-37, segundo a neo-vulgata.
1 Eu não amo deve ser interpretado referindo-se não às pessoas dos pecadores, mas, como é mencionado nas linhas seguintes, a estas coisas e, mais precisamente, às más paixões. O mesmo se pode dizer de certas expressões sobre ódio de Deus que estão na Bíblia (como em Sabedoria 14,9; Siraque 12,6; Malaquias 1,3) e na obra valtortiana (como em 70.5: “Ódio dos delatores e dos traidores”, e in 523.9). Mais abaixo, em 447.6, Jesus dirá: “... não seria louvor dizer que Eu odeio este ou aquele...”
2 a oração de Davi, que está em 1 Crônicas 29,10-19; a citação que segue é retirada em 1 Crônicas 22,7-10.
3 curaste, em 177.2/3; curei-me, 161.2/4.


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