383. 383. Discurso sobre a morte, perto do vau do Jordão.


14 de fevereiro de 1946.

383.1 As margens do Jordão, perto do vau, são em tudo semelhantes a um acampamento de nômades, nestes dias em que as caravanas estão voltando para os seus lugares de procedência. As tendas, e até as simples cobertas estendidas de um tronco a outro, e apoiadas em galhos fincados no chão, amarrados na alta sela de um camelo, e fixados, enfim, de qualquer modo, contanto que se tornem firmes em baixo e protegidas do orvalho que, neste nível abaixo do mar, deve ser igual a uma chuva. Essas tendas estão espalhadas por toda parte, ao longo dos bosques, que formam uma espécie de cornija verde, aos lados do rio.

Quando Jesus, com os seus, chega perto das margens, ao lado norte do vau, os acampamentos já estão despertando, pouco a pouco. Jesus deve ter partido da casa de Nique, justamente às primeiras claridades do dia, pois a esta hora ainda não chegou plenamente a aurora, e já é belo, fresco e sereno o aspecto deste lugar. Há os que se levantam mais cedo, despertados pelos relinchos, os zurros e os berros dos cavalos, dos asnos e camelos e pelas brigas dos animais, ao som dos cantos de centenas de pardais e de outros passarinhos, que estão por entre as folhagens dos salgueiros, dos caniços ou das árvores altas, que formam galerias verdes, sobre as margens floridas. Todos começam a sair por baixo das tendas de várias cores, e a descer para o rio, a fim de se lavarem. Algum choro de menino e as vozes carinhosas das mães, que estão falando com seus filhos. A vida vai voltando, em todas as suas manifestações, minuto a minuto.

Da vizinha Jericó vêm vendedores de toda espécie e novos peregrinos, guardas e soldados prepostos à vigilância e à manutenção da ordem, nestes dias em que tribos de todas as regiões se encontram, e não fazem economia de insultos e censuras, e entre as quais também não devem ser raros os furtos por parte dos ladrões, que se misturam às multidões, vestidos como peregrinos, mas, na realidade, para praticarem suas ladroagens, e não faltam também as mulheres públicas, que procuram fazer a sua peregrinação pascal, isto é, arrancar dos peregrinos mais ricos e mais luxuriosos dinheiro e presentes, em pagamento por uma hora de prazer, na qual, miseravelmente, ficam anuladas todas as peregrinações pascais… As mulheres honestas, que estão por entre os peregrinos, ao lado de seus esposos ou com os filhos mais velhos, protestam estridentemente, como umas gazelas inquietas, para chamarem a si os seus maridos, que estão encantados, ou que às suas mulheres e mães parecem estar, ao observarem os gestos das meretrizes. Estas se riem despudoradamente, e dão o troco ao que as honestas lhes dizem. Os homens, especialmente os soldados, se riem, e não se recusam a conversar com as mulheres públicas. Um ou outro israelita, seguidor de uma moral rígida, ou talvez só aparentemente rígida, afasta-se dali indignado, enquanto outros parecem estar usando o alfabeto dos surdos-mudos, porque por meio de sinais se entendem muito bem com as mundanas.

383.2 Jesus não vai pela estrada direta, que o levaria ao meio do acampamento. Mas Ele desce pela margem do rio, tira as sandálias, e vai caminhando por onde a água já está chegando e lambendo as ervas da margem. E os apóstolos o acompanham.

Os mais velhos, que são os mais intransigentes, resmungam:

– E ainda dizem que o Batista pregou a penitência!

– Este lugar já está abaixo de um pórtico das termas romanas!

– E nem deixam de ir procurar nele um passatempo aqueles que se dizem santos!

– Tu também viste?

– Eu também tenho olhos na cabeça. Eu vi! Eu vi!

Os mais jovens, que são os menos severos — isto é, Judas de Keriot, que se ri, olha com muita atenção o que está acontecendo nos acampamentos, e não deixa de ficar contemplando as belas desavergonhadas, que até aqui vieram em busca de clientes, e Tomé, que se ri muito, ao ver a ira das mulheres e as indignações dos fariseus. Também Mateus, que tempos atrás foi um pecador, não podendo falar contra o vício e os viciosos, se limita a suspirar e a sacudir a cabeça, enquanto Tiago de Zebedeu observa sem interesse e sem críticas, com indiferença. Esses vão atrás do pequeno grupo, que está com Jesus à sua frente, indo Ele entre André, João e Tiago de Alfeu.

O rosto de Jesus está fechado, como se tivesse sido esculpido em pedra. E sempre mais vai se fechando, quanto mais lá do alto da margem estão chegando aos ouvidos dele palavras de admiração, ou provocativas, trocadas entre um homem honesto e uma mulher de prazer. Jesus olha sempre para diante de Si, fixamente não quer ver. E sua intenção é bem clara, em todo o seu aspecto.

383.3 Mas um jovem, muito ricamente vestido, que, com outros seus companheiros, está conversando com duas mundanas, diz em voz alta a uma delas:

– Vai, vai! Queremos rir-nos um pouco. Vai oferecer-te! Consola-o! Ele está triste, pois, sendo pobre como é, não pode comprar mulheres.

Jesus sente uma onda de rubor por sobre o seu rosto de marfim, e depois fica pálido. Mas não se vira para olhar. Sua cor, que se alterou, foi o único sinal de que Ele ouviu.

A despudorada, com um tinir de joias, por entre um leve esvoaçar de vestes, pula, com um gesto lascivo, da margem baixa para a areia, e encontra assim um modo de fazer brilhar muitas de suas secretas belezas. Ela cai justamente aos pés de Jesus e, explodindo, como num trinado de riso, saído de sua bela boca, com um convite nos olhos e nos gestos, grita:

– Oh! O belo entre os nascidos de mulher! Por um beijo da tua boca, eu me entrego toda a Ti, sem nada receber!

João, André e Tiago do Alfeu ficaram paralisados e escandalizados, petrificados, sem poderem fazer nenhum gesto. Mas Pedro! Dá um salto de pantera e, saindo do seu grupo, cai sobre a infeliz, que está de joelhos, meio inclinada para trás, a sacode, a levanta e a joga para a margem, dando-lhe um nome muito feio e se aproxima para agredi-la mais.

Jesus diz:

– Simão!

É um grito, no qual há bem mais do que um discurso.

E Simão volta, vermelho pela ira, para o seu Senhor.

– Por que não me deixas castigá-la?

– Simão, não se castiga a veste que se sujou. Mas se lava. Aquela mulher tem por veste a sua carne suja, e sua alma está profanada. Rezemos para limpá-la, tanto na alma como no corpo.

E diz isso mansamente, e em voz baixa, mas não tão baixa, que não pudesse ser ouvida pela mulher e, pondo-se de novo a caminho, vira-se, agora, sim. Ele se vira, por um instante, com o olhar de seus doces olhos para a infeliz. Foi um olhar. Um só instante. Um só. Mas Ele tem todo o poder em Si do amor misericordioso! E a mulher inclina a cabeça, torna a erguer o véu, envolve-se nele… E Jesus prossegue o seu caminho.

383.4 Eis que Ele chegou ao vau: as águas pouco profundas, permitem aos adultos a passarem a pé. Basta levantar as vestes acima dos joelhos, procurar as pedras chatas e submersas que podem ser vistas, branquinhas sob as águas transparentes, servindo de marca-passo aos vadeantes. Pelas águas mais profundas passam aqueles que estão a cavalo. Os apóstolos lá se vão, chapinhando, contentes, com água pela metade da coxa, e Pedro nem acha ser verdade o que está fazendo. E ele promete a si mesmo que, quando pararem na casa de Salomão, não haverá de faltar um meio de ele poder tomar um banho “refrescante”, como ele diz, em compensação pelas “assaduras” de ontem.

Chegaram ao outro lado. Também aqui a multidão se põe em movimento, depois de ter passado a noite, ou está se enxugando, depois de ter passado o rio.

Jesus ordena:

– Espalhai-vos por aí, e dizei que o Rabi está aqui. Eu vou para perto daquele tronco tombado, e lá vos espero.

Em pouco tempo, muita gente já foi avisada, e se apresenta.

Jesus começa a falar. E, para começar, toma como assunto a passagem por ali de um cortejo de pessoas que estão chorando, e vão indo atrás de uma liteira, na qual vai sendo transportado um homem que ficou doente em Jerusalém, e tendo sido desenganado pelos médicos, está sendo levado às pressas para sua casa, a fim de lá morrer. Todos estão falando nele, porque é rico, e ainda jovem.

E muitos dizem:

– Mas, há de ser uma grande tristeza, quando se possui tantas riquezas e se vive tão poucos anos!

E também há quem diga — talvez sejam pessoas que já creem em Jesus:

– Para ele é bom. Pois não sabe ter fé. Os discípulos foram dizer aos pais dele: “Lá está o Salvador. Se tiverdes fé, se crerdes, o doente ficará são.” Mas, ele, por primeiro, e os outros, se recusaram a ir ao Rabi.

Então as críticas vêm depois da compaixão. Jesus, pois, se serve de tudo isso para começar a falar.

383.5 – A paz esteja com todos vós!

Certamente o ter que morrer desagrada aos ricos e aos jovens, quando eles querem ser ricos, mas somente em dinheiro e em anos. Aqueles, porém, que são ricos em virtude, e jovens pela pureza de costumes, a eles isso não lhes causa tristeza. O verdadeiro sábio, desde a idade da razão em diante, se regula de tal modo, que possa tornar para si uma coisa tranquila o morrer. A vida é a preparação para a morte, assim como a morte é uma preparação para a vida maior. O verdadeiro sábio, desde que chega a compreender a verdade do que é o viver e o morrer, e do morrer para depois ressurgir, preocupa-se, de todos os modos, com despojar-se de tudo o que é inútil, e enriquecer-se de tudo o que é útil, isto é, das virtudes e dos atos bons, para poder ter uma provisão de bens, diante daquele que o chama a Si, para julgá-lo, para premiá-lo, ou para castigá-lo, com uma justiça perfeita. O verdadeiro sábio leva uma vida que o torna adulto, mais do que envelheceu na sabedoria, e mais do que um jovem, um adolescente, porque, vivendo ele com virtude e justiça, conserva em seu coração um frescor de sentimentos que algumas vezes nem mesmo os jovenzinhos têm. Nesses casos, é suave morrer. Reclinar a cabeça cansada no seio do Pai, recolher-se em seu abraço, dizer, por entre as névoas da vida, que está terminando: “Eu te amo, espero em Ti, em Ti eu creio”, dizendo isto pela última vez na terra, a fim de poder dizê-lo depois, num jubiloso “Eu te amo”, por toda a eternidade, por entre os fulgores do Paraíso.

Será duro o pensamento da morte? Não. É um justo decreto para todos os mortais, não é opressivo e cheio de aflição, a não ser para aqueles que não creem, e estão carregados de culpas. Perde seu tempo o homem que, para explicar as aflições perturbadoras de alguém que está para morrer, e que em sua vida não foi bom, e explica-o assim: “É porque ele não quereria morrer já, porque não chegou a realizar alguma coisa boa, ou fez pouco bem, e quereria viver mais, para reparar a sua falta.” É em vão que ele diz: “Se ele tivesse vivido mais tempo, teria podido ter um prêmio maior, pois teria realizado mais coisas.” Um nada de tempo em comparação com a eternidade. E a alma estimula1 o eu todo para agir. Mas, pobre alma! Como muitas vezes ela é dominada e pisada, amordaçada para não ouvir as suas palavras. Isto acontece com aqueles a quem falta a boa vontade. Enquanto que, nos homens justos, desde sua meninice, houve uma auscultação da alma, uma obediência aos seus conselhos, houve uma operosidade contínua. E o jovem pelos anos, mas rico de merecimentos, morre como um santo, às vezes ainda na aurora da vida. E nem com mais cem ou mil anos que fossem dados a ele, poderia ele ser mais santo do que já é, porque o amor a Deus e ao próximo, praticados de todas as formas, e com toda a generosidade, já o tornam perfeito. No céu não se olha para quantos anos alguém viveu, mas como foi que eles foram vividos.

Costuma-se por luto, por causa dos cadáveres. Chora-se sobre eles. Mas o cadáver não chora. Teme-se por se ter que morrer. Mas ninguém pensa em viver de tal modo, que não seja preciso tremer na hora da morte. E, por que é que não se chora e não se põe luto pelos cadáveres vivos, que são os verdadeiros cadáveres, os que levam em si uma vida morta, como se já estivessem no sepulcro? E, por que é que aqueles que choram, pensando que hão de morrer em sua carne, não choram sobre os cadáveres que eles têm dentro de si mesmos? Quantos cadáveres Eu vejo, que riem e contam piadas, e não choram sobre si mesmos! Quantos pais, esposas, irmãos, filhos, amigos, sacerdotes, mestres Eu vejo chorarem estultamente, por um filho, um esposo, um irmão, um pai ou mãe, um amigo, um fiel discípulo, mortos em evidente amizade com Deus, depois de uma vida, que é uma grinalda de perfeição, e que não choram sobre os cadáveres das almas de um filho, esposo, irmão, pai, um amigo, um fiel discípulo, que morreu por causa do vício, por causa do pecado, e morreu para sempre, e para sempre está perdido, se não se arrependeu! Por que não procurar ressuscitá-los? Isto é que é amor, sabeis? É o maior dos amores. Oh! Como são estultas as lágrimas derramadas sobre a poeira, para a qual o homem voltou! Oh! Idolatria dos afetos! Oh! Hipocrisia dos afetos! Chorai, mas pelas almas mortas dos vossos mais queridos. Procurai levá-los à vida. E Eu falo especialmente a vós, ó mulheres, que tanto poder tendes sobre aqueles que amais.

383.6 Agora, juntos, vamos olhar para o que a Sabedoria mostra como causa de morte e de vergonha.

Não fiqueis insultando a Deus, fazendo mau uso de vossa vida, que Ele vos deu, emporcalhando-a com más ações, que desonram o homem. Não fiqueis insultando vossos pais, com uma conduta que joga lama sobre os cabelos brancos deles, e espinhos de fogo sobre os últimos dias deles. Não fiqueis proferindo insolências contra quem vos governa, porque não é com a rebelião contra os governantes que se tornam livres e grandes as nações, mas é com a conduta santa dos cidadãos que se obtém a ajuda do Senhor, o qual pode tocar o coração dos governantes, ou tirá-los de seu lugar ou até da vida, como muitas vezes nos ensinou a nossa história de Israel, quando eles passaram da medida, e especialmente quando o povo, santificando-se, merece o perdão de Deus, que, por isso, tira o instrumento opressor do pescoço dos que estavam sendo castigados. Não profirais insolências contra a esposa, acusando-a de amores adulterinos, e não profirais insolências contra os vossos filhos inocentes, ao terdes notícias de seus ilícitos amores.

Sede santos diante deles, pois eles veem em vós, por afeto ou por dever, aqueles que hão de ser para eles um exemplo em suas vidas. Não podeis separar a santidade para com o próximo, que está mais perto de vós, da santidade para com Deus, porque uma gera a outra como os dois amores: o de Deus e o do próximo, nascendo um do outro.

Sede justos para com os amigos. A amizade é um parentesco da alma. Está escrito2: “Quanto é belo para os amigos que eles andem juntos.” Mas é belo, quando eles andam pelo caminho do bem. Ai daquele que corrompe e trai a amizade, transformando-a em egoísmo, ou em uma traição, ou em um vício, ou em uma injustiça. São muitos demais aqueles que dizem: “Eu te amo”, para ficarem sabendo as coisas do amigo, e desfrutando delas em seu próprio favor. São muitos demais os que usurpam os direitos do amigo.

Sede honestos para com os juízes. Todos os juízes. Desde o Juiz Altíssimo, que é Deus, e que não se engana, nem nos engana com práticas hipócritas, até o juiz íntimo, que é a nossa consciência, até aqueles amorosos e sofredores, que estão atentos em seu amor vigilante, como são os olhos de nossos familiares, até aquele severo, dos juízes do povo. Não mintais, invocando a Deus, para dardes mais força à mentira.

Sede honestos no vender e no comprar. Quando estais vendendo, e a concupiscência vos diz: “Rouba, para teres lucro”, enquanto que a consciência vos diz: “Sê honesto, porque te arrependerias de ter roubado.” Dai ouvidos a esta última voz, lembrando-vos de que não deve ser feito aos outros o que não gostaríamos que fosse feito a nós mesmos. O dinheiro que vos é pago em troca de uma mercadoria, está muitas vezes molhado pelo suor e pelas lágrimas do pobre. Ele custou canseiras. Vós não sabeis quanta dor ele custa, quantas dores estão atrás daquela moeda, que a vós, vendedores, parece sempre muito pouco demais pelo que vendeis. Criaturas doentes, filhos sem pai, velhos com escassos trocados no bolso… Oh! Dor santa, Oh! Santa dignidade do pobre que o rico não compreende, porque não é meditada? Por que há honestidade em vender ao forte, ao poderoso, por medo de suas represálias, enquanto que se abusa do indefeso, e do irmão desconhecido? Isto já é um delito, mais contra o amor do que contra a própria honestidade. E Deus o amaldiçoa, porque a lágrima derramada pelo pobre, que só tem o seu pranto como reação contra abuso, diante do Senhor tem a mesma voz que tem o sangue arrancado das veias de um homem por um homicida, por um Caim de seu próprio semelhante.

Sede honestos nos olhares, assim como nas palavras e nas ações. Um olhar, dado a quem não merece, ou negado a quem o merece, é como um laço e um punhal. O olhar que se enlaça com a pupila despudorada da meretriz, e lhe está dizendo: “Tu és bonita!”, é pior do que o nó no corredio para a garganta do enforcado. O olhar negado ao parente pobre ou ao amigo que caiu na miséria, é semelhante a um punhal fincado no coração daqueles infelizes. E assim o olhar de ódio, ou de desprezo, voltado para o inimigo ou o mendigo. O inimigo é perdoado e amado, pelo menos com o nosso espírito, quando nossa carne se recusa a amá-lo. O perdão é sempre o amor do espírito, o não vingar-se é amor do espírito. O mendigo é amado, porque ninguém o conforta. Não basta jogar uma esmola, e ir para adiante com desdém. A esmola é boa para a carne esfaimada, nua, sem abrigo. Mas a piedade, que sorri ao dar, que se interessa pelo pranto do infeliz, essa é um pão para o coração. Amai, amai, amai.

Sede honestos nos dízimos e nos costumes, honestos no interior de vossas casas, não exigindo do empregado além da medida, e não cometendo atentado contra a empregada, que dorme em vossa casa. Ainda que o mundo não saiba do furto cometido no segredo de uma casa, o furto feito à vossa mulher, que não o sabe e à empregada que desonrais, Deus sabe de vosso pecado.

Sede honestos na língua. E honestos em educar filhos e filhas. Está escrito3: “Faze isto, a fim de que tua filha não te torne o objeto do riso da cidade.” E eu digo: “Fazei isso, para que o espírito de vossa filha não pereça.”

383.7 E agora, ide. Eu também me vou, depois de vos ter dado uma provisão de sabedoria para a viagem. Que o Senhor esteja com aqueles que se esforçam por amá-lo.

Jesus os abençoa com um gesto, e rapidamente desce do tronco tombado, e pega um caminhozinho, por entre as árvores, indo de novo rio acima, e desaparecendo logo no meio do emaranhado verde.

A multidão fica comentando animadamente, e com pareceres contrários. Naturalmente, os contrários são aqueles poucos exemplares dos escribas e fariseus que estão presentes no meio das turbas dos humildes.

1 A alma estimula… Com uma nota em uma cópia datilografada MV precisa: [a alma] Sabe que a duração da vida terrena é breve e a morte pode chegar improvisamente, ainda em tenra idade ou juventude. Por isso estimula a fazer bem, logo...
2 Está escrito, em Salmo 133,1.
3 Está escrito, em Salmo 42,11.


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